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A Justiça Federal em Minas Gerais condenou o advogado e professor Matheus de Mendonça Gonçalves Leite pelo crime de calúnia contra o juiz federal Flávio Bittencourt de Souza, da 1ª Vara Federal de Sete Lagoas. O advogado havia afirmado que o magistrado seria cúmplice dos crimes atribuídos a uma suposta organização criminosa que ele comparava à Ku Klux Klan, movimento supremacista norte-americano.
A decisão, assinada em 23 de novembro de 2025 pelo juiz federal Cláudio Henrique Fonseca de Pina, impôs pena de 1 ano, 7 meses e 15 dias de detenção e 32 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento equivalente a três salários mínimos (R$ 4.506). A sentença cabe recurso.
CRIMES FALSOS
Segundo a sentença, Matheus atribuiu ao juiz Flávio Bittencourt, de forma deliberada e sabidamente falsa, crimes como participação em organização criminosa e advocacia administrativa (uso do cargo para defender interesses privados).
As imputações foram feitas em dois momentos:
“KKK DO SERRO”
O advogado fazia referência, nos textos apresentados à Justiça, a uma suposta organização criminosa que atuaria na cidade de Serro, Minas Gerais. Ele se referia a esse grupo como “Ku Klux Klan do Serro”, associando agentes públicos, fazendeiros e mineradoras ao movimento racista norte-americano.
A sentença afirma que essa narrativa não tem qualquer base fática e foi usada como instrumento de ataque pessoal ao magistrado.
A Justiça reconheceu diferentes episódios distintos de calúnia — imputação falsa de um crime a outra pessoa. O advogado foi absolvido da acusação de difamação.
Com a substituição da pena privativa de liberdade, Matheus poderá recorrer em liberdade. A defesa do advogado não se pronunciou até o momento.
Fonte
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