Rogério Marinho diz que soube da desistência da candidatura de Castro no RJ pela imprensa

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, disse que não foi informado sobre a desistência do ex-governador Claudio Castro (PL) de se candidatar ao Senado pelo Rio de Janeiro. 

Castro anunciou na tarde desta quinta-feira (28/5), em seus perfis nas redes sociais, que vai retirar sua pré-candidatura para “focar completamente” em sua defesa. Ele foi alvo de duas operações da Polícia Federal (PF) nas últimas semanas.

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“Se o Castro informou ao presidente Valdemar [Costa Neto], eu ainda não tenho conhecimento. Eu vi hoje na imprensa, eu vi a notícia que ele teria informado o Valdemar, mas e eu não fui comunicado ainda”, disse Marinho. 

“Na hora que nós tivermos essa informação por parte do presidente, certamente o diretório estadual do estado, caso isso seja concreto, deverá conversar com a direção nacional e encontrar alguém que poderá ficar à frente dessa situação, mas eu não tenho essa informação”. 

A declaração do senador foi feita a jornalistas no Supremo Tribunal Federal (STF), após ele ter se reunido com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Marinho foi tratar de um pedido encaminhado a Fachin para suspender uma decisão dada pelo ministro Flávio Dino sobre as eleições suplementares ao governo de Roraima. 

Na quarta-feira (27/5), Dino determinou que a Justiça Eleitoral no estado adote um dos prazos estabelecidos na legislação para a desincompatibilização (6, 4 ou 3 meses). O Tribunal Regional Eleitoral havia fixado prazo de 24 horas. O pleito está marcado para 21 de junho. 

Segundo Marinho, a medida de Dino impede as candidaturas de nomes do PT e do PL no estado ao mandato tampão. “É claro que o ministro sabe a consequência da sua ação. Vai fazer com aquela eleição fora de época, vai ter um único candidato, que é o presidente da Assembleia Legislativa, que está sentado na cadeira do governador”, afirmou.

“Então, ao fim e ao cabo, nós estamos debochando da opinião pública, porque nós vamos fazer um gasto de recursos públicos para fazer uma eleição em que o jogo já está jogado, que não tem disputa, que um único candidato vai competir. Eu estou falando isso porque o PL e o PT foram prejudicados”, complementou. 

A eleição suplementar em Roraima foi convocada depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador, Edilson Damião (Republicanos), e tornou inelegível o ex-governador  Antonio Denarium (PP), pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. Ambos foram condenados por abuso de poder político e econômico por uso da máquina pública no pleito de 2022.

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