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O Nintendo Switch 2 tem sido lar de experiências únicas, como a primeira aventura inédita de Donkey Kong após 1 década longe dos games, um cozy game de Pokémon e agora Yoshi and the Mysterious Book — uma jornada única com o dinossaurinho mais amado do mundo dos games.
Após a queda de um livro sem memórias em sua ilha, os exóticos mascotes precisam ajudá-lo a estudar as criaturas que vivem dentro de si enquanto recupera suas lembranças. Para isso, você deve explorar as plataformas 2D para realizar diversos quebra-cabeças e descobrir todas as informações possíveis sobre cada uma delas.
E mesmo com uma proposta simples e até vista como “infantil”, exige muita criatividade para completar as missões e entender o que está escondido no game. Inclusive, somado à sua própria habilidade, você deve desvendar outro mistério: a presença do vilão Bowser Jr. dentro das páginas do livro.
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Feito com o único intuito de explorar cada canto, Yoshi and the Mysterious Book não tem uma arquitetura conhecida. Você entra nas “fases” e pode ir e voltar conforme sua vontade — assim como sair dela para retornar depois, o que torna o seu caminho bem livre e irrestrito.

Seu único objetivo é descobrir tudo o que for possível sobre cada uma das criaturas do livro. Para isso, pode devorá-las, jogar elas em direções diferentes, “capturá-las” ou até levá-las a outros lugares para interagir com outros monstros. Isso costuma abrir o leque para diversas descobertas inéditas, diga-se de passagem.
O único limite que você tem é a sua criatividade. Seja pela interação com o próprio Yoshi, o ambiente ou outras criaturas, o game permite que você descubra tudo por conta própria — assim como disponibiliza algumas dicas, caso tenha dificuldade em perceber certos aspectos do bicho em questão.
Ainda que isso facilite e muito seu trabalho, ele é completamente opcional: é necessário apertar L para receber conselhos ou até comprá-los via moedas in-game, quando passou batido por algo importante ao fim de cada trecho. Na prática, adere quem quer.
Dito isso, em Yoshi and the Mysterious Book você pode ir livremente para qualquer lado e fazer o que quiser para atingir os seus objetivos. As plataformas ajudam bastante, com cada fase construída com uma exímia precisão para realizar as tarefas necessárias.
Ou seja, além da imaginação, é bom exercer a observação: muitas vezes, as “dicas” estão espalhadas por cada trecho e basta juntar o “1+1” nos neurônios. Não é algo difícil, mas tenho de admitir que alguns quebra-cabeças vão fazer seu cérebro esquentar um pouco mais.
Posso dizer que é o game perfeito para se sentar com a família e ver uma pessoa jogar, enquanto os demais dão dicas e apontam o que viram. Mesmo sem multiplayer, todas as fases são curtas e isso ajuda bastante no processo de “passar o controle” para o outro tentar as ideias que teve.

Um dos aspectos que me surpreendeu foi o fato de poder nomear cada monstro da forma como preferir. Isso abre um leque de opções absurdo para exercer ainda mais a sua criatividade e imersão — já que o seu índice será moldado da forma como a sua mente achar melhor.
Isso abre uma grande bagunça para encontrar certos aspectos do game online? Com certeza. Ainda assim, foi uma sacada e tanto da Nintendo e devo admitir que poder criar trocadilhos malucos ou até inventar moda deixam tudo ainda mais próximo dos jogadores.
“Boa sorte depois ao buscar Bumeresma ou Passarangue online, vai precisar” – Diego Corumba
Com essa liberdade de visitar fases como preferir, nomear os monstros como quiser e agir da forma que achar melhor, ouso dizer que esta é uma das experiências mais originais que a Big N concebeu — ao lado de Pokémon Pokopia. Exige coragem, mas também desenvolvedores excelentes para trazer isso com perfeição.
Outro mérito é o estilo artístico de Yoshi and the Mysterious Book, que replica artes infantis e vistas em livros do gênero. É muito bacana notar detalhes através dela, assim como perceber como tudo isso se entrelaça perfeitamente na proposta e nas mecânicas do game.
Ainda que todo o jogo tenha sido uma experiência excelente, eu senti que ele perdeu a graça muito rápido. Cada capítulo você tem 6 a 8 criaturas para interagir e catalogar, mas chega em um determinado momento que as coisas se tornam “mais do mesmo” já visto antes.

Isso não é de todo ruim, se considerar a criatividade que cada aspecto do game traz. Porém, você compreende as estruturas muito cedo e depois vai apenas replicar algumas ações para chegar mais rápido aos resultados esperados. Não estranhe se passar 2 a 3 minutos em uma fase e já querer pular para a próxima, pelos ciclos serem similares ao que experimentou.
O que muda é a forma como cada criatura se comporta, um dos detalhes que mais chama a atenção em Yoshi and the Mysterious Book. Ademais, é apenas uma repetição sem fim de um número “sem fim” de páginas. Dito isso, após concluir os capítulos centrais da história, novas abrem após os créditos subirem — o que lhe dá mais liberdade para explorar outras características do jogo.
“Após fechar o game, novas interações e criaturas aparecem para tornar a aventura mais divertida. No entanto, isso é bem limitado enquanto está na trama principal” – Diego Corumba
Além disso, também não gostei das plataformas muitas vezes parecerem repetitivas. Você passa de capítulo, vai para outras criaturas e parece que está no mesmo lugar visitado há 2 ou 3 trechos atrás. Isso me tirou um pouco da diversão, já que podiam ter incluído cenários únicos na campanha.
Embora existam cenários distintos, no geral nos deparamos com fases muito parecidas. Muda a disposição de algumas estruturas, o comportamento dos monstros ali presentes, e a experiência não vai muito além disso — o que remove parte da imersão que eles tanto se preocuparam em oferecer.
Mesmo com pontos negativos que me impactaram enquanto jogava o novo game do Yoshi, eu mais me diverti com os seus aspectos criativos do que sofri com qualquer sentimento adverso. Do Shy Guy que aponta para onde quer ir, ameaças sinistras e até criaturas inofensivas que correm por toda a fase, encontrar e registrar todos foi uma boa experiência.

















Ouso dizer que não há games semelhantes em outras plataformas, o que torna tudo o que ele apresenta bem único e fora dos padrões. Esta característica torna todas as surpresas boas, mesmo que o estúdio não saiba sustentar muito este tom ao longo da aventura. Ainda assim, vale a pena jogá-lo.
Yoshi and the Mysterious Book é fortíssimo ao criar conexão com os jogadores e deixá-los se divertirem da forma como preferirem durante a jornada. Somado à personalização, arte e criatividade, é aquele tipo de título que procurava para reunir todo mundo na sala e se divertirem em conjunto.
Além disso, o charme do protagonista, os mistérios que o Professor N. Igma carrega e até a chatice de Bowser Jr. vão te cativar e manter aquela chama acesa até o fim da experiência. E isso já basta para quem busca diversão e bons momentos no Nintendo Switch 2.
O título será exclusivo para o novo console híbrido e lança no dia 21 de maio de 2026.
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