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Após ser rejeitado pelo Senado à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União Jorge Messias fez um rápido pronunciamento. Destacou a frustração pessoal, disse que o Senado é soberano em suas decisões e condenou o que chamou de “mentiras” para desconstruir a sua imagem.
“Não é simples alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação”, disse, emocionado. Messias destacou que é funcionário público e que a carreira dele não se encerra agora. Desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, uma indicação para o STF não era rejeitada pelo Senado.
Messias destacou que passou 5 meses trabalhando para a aprovação e chegou a conversar com 78 senadores. Mas, sem entrar em detalhes, disse que sofreu “toda sorte de mentiras” para “desconstruir a imagem” e completou, enigmático: “Nós sabemos quem promoveu isso”.
O AGU passou por oito horas de sabatina e chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi rejeitado no plenário com um placar de 42 votos contrários à indicação, 34 favoráveis e 1 abstenção.
Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
O presidente do STF, Edson Fachin, por meio de nota, comunicou que soube da reprovação de Messias à vaga aberta na Corte e disse que respeita a prerrogativa do Senado Federal.
Fachin ressaltou que o STF aguarda “com a serenidade e o senso de responsabilidade institucional” as providências cabíveis para o preenchimento da vaga.
“Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, reconhecendo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”.