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A HU Brasil (antiga Ebserh), estatal responsável pela administração de 45 hospitais universitários; a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, do Ministério da Saúde; e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciaram na quarta-feira (20/5) os 52 projetos selecionados no Edital Rede HU+.
A iniciativa prevê o investimento total de R$ 75 milhões em cinco anos para estudos em gestão hospitalar em eixos considerados prioritários: doenças raras, saúde da mulher, doenças negligenciadas, oncologia, população em situação de vulnerabilidade, saúde digital e saúde indígena. Os valores serão desembolsados pelo Ministério da Saúde, HU Brasil e Capes, em partes iguais.
Esta é a primeira vez que um edital voltado para gestão hospitalar é feito, afirma o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro. Todos os projetos serão realizados em rede. “O desenho multicêntrico valoriza a ideia do trabalho em conjunto, propiciando a integração do hospital com a área acadêmica, com os programas de pós-graduação e de extensão das universidades”, disse. A ideia, completou, é garantir que hospitais universitários desempenhem uma de suas principais funções: a produção científica. Ao mesmo tempo, diz o presidente da HU Brasil, a iniciativa procura produzir respostas a problemas importantes para o SUS e para os próprios hospitais universitários.
“É uma maneira de provocar mentes brilhantes a produzir inovações, soluções para problemas do SUS”, resumiu Chioro.
A escolha das áreas de atuação foi feita pelo Ministério da Saúde. Um dos cuidados foi o de contemplar todos os hospitais da rede, que estão distribuídos em 25 Estados. O maior número de projetos foi na área de saúde de populações vulneráveis, com 14 propostas selecionadas. Em seguida, vieram estudos relacionados à saúde da mulher, com onze trabalhos.
“Identificamos problema e, a partir daí, convocamos pesquisadores da área acadêmica para ajudar a encontrar soluções para problemas importantes da gestão hospitalar, na assistência, na gestão, na saúde digital, na pesquisa, no ensino”, detalhou.
Na lista de escolhidos estão a criação de um programa de avaliação, planejamento estratégico e intervenções para atenção integral de pessoas com doenças raras, desenvolvido pela Universidade Federal da Bahia e o Hospital Universitário Professor Edgard Santos, e um projeto para predição precoce de complicações no pós operatório de cirurgia cardíaca, usando inteligência artificial, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará. “Há diversidade, mas, ao mesmo tempo, estudos de áreas específicas. Tivemos o cuidado de não ampliar demais o campo das iniciativas, justamente para dar maior unidade”, disse.
Chioro afirmou que estudos na área de gestão hospitalar dificilmente são contemplados com linhas de pesquisa. O próximo projeto em análise, contou, é uma revista científica, voltada para temas ligados à gestão. A estratégia foi dedicar um olhar mais profundo para problemas urgentes. A interface com atendimento às populações vulneráveis foi explicada por Chioro. Há, inicialmente, a percepção de que tais pacientes não chegam ao hospital. “Esse grupo de fato não é atendido? Se isso ocorre, quais são as barreiras? Como qualificar o acesso?” questionou.
Dentro do investimento conjunto de R$ 75 milhões, está previsto o financiamento de 450 bolsas de pós-graduação ou de extensão.