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O Brasil reúne uma combinação de fatores que o posiciona como um dos países com maior potencial de ganho com a inteligência artificial, como gerador de valor tecnológico, e não apenas como destino de infraestrutura. É o que defende Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, no Web Summit Rio.
“Se usarmos IA para aumentar a produtividade, o Brasil pode ser um dos países que mais tem a ganhar”, afirmou em entrevista nesta quarta-feira (10).
A avaliação não é por acaso. O Brasil tem uma população altamente digitalizada, que adota tecnologia rapidamente e uma necessidade real de aumentar produtividade. Soma-se a isso um ecossistema de desenvolvimento expressivo.
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Segundo a executiva, há quase 5 milhões de desenvolvedores cadastrados no GitHub, número que coloca o país em destaque nesse recorte.
Há, porém, uma tensão legítima no debate: o risco de o Brasil se tornar apenas um destino para data centers estrangeiros, sem capturar o valor criativo da tecnologia que hospeda.
Laham reconhece o diferencial de infraestrutura, incluindo energia limpa excedente e custos de propriedade mais baixos são atrativos reais, mas defende que o caminho vai além. “Temos a chance de transformar o país no ‘Frontier Brasil’”, pontua.
Para isso acontecer, no entanto, governo e iniciativa privada precisam investir de forma coordenada, não só em infraestrutura, mas em capacitação e no desenvolvimento de soluções locais.

No fim de 2024, a Microsoft anunciou um investimento de R$ 14,7 bilhões para capacitar 5 milhões de pessoas. Segundo Laham, mais de 6 milhões de pessoas já entraram nas plataformas de treinamento da Microsoft e de parceiros como a Escola do Trabalhador 4.0 e a Fundação Bradesco.
“Temos hoje 3,8 milhões de pessoas que efetivamente terminaram as trilhas, e é esse número que vamos contar para os 5 milhões, pois aí há uma preparação real”, afirmou a executiva. Além disso, já foram emitidos 1 milhão de certificados.
Leia a matéria no Canaltech.

