O acesso local às plataformas criptográficas globais pode terminar sob o piso de capital proposto pela Nigéria

A Comissão de Valores Mobiliários da Nigéria propôs regras que trariam empresas criptográficas para o seu perímetro de licenciamento quando operassem na Nigéria, servissem residentes nigerianos ou visassem os investidores e o mercado do país através de canais digitais. O plano aumentaria o custo de atendimento aos usuários nigerianos, combinando requisitos de presença local com testes de capital, custódia e reserva de moeda estável.

O regulador publicou a proposta em 20 de agosto e abriu comentários por duas semanas, estabelecendo o prazo final do calendário em 3 de setembro. A página da SEC não indica horário limite ou fuso horário. As medidas permanecem propostas em consulta, e não regras já em vigor.

A cláusula de âmbito é suficientemente ampla para abranger bolsas offshore e outras plataformas com base em quem servem, e não apenas no local onde a empresa está constituída. Abrange qualquer pessoa que opere na Nigéria, preste serviços a residentes nigerianos ou tenha como alvo investidores nigerianos ou o mercado nigeriano, direta, indiretamente ou através de canais digitais.

Uma empresa de ativos digitais operando na Nigéria ou visando residentes precisaria de registro, aprovação ou autorização da SEC sob o texto de regra proposto. Os candidatos geralmente teriam que se constituir na Nigéria, a menos que a Comissão aprovasse o contrário, manter uma sede social no país e nomear um diretor executivo residente, diretor administrativo ou diretor principal equivalente, juntamente com indivíduos patrocinados por residentes. O texto também contempla o registro ou autorização de entidade estrangeira por meio de estruturas da SEC quando suas condições forem atendidas.

Leitura Relacionada

Nigéria exigirá escritórios locais e liderança para empresas de criptografia que buscam licença sob o novo regime

Os emissores estrangeiros de stablecoin teriam uma rota local distinta. Um emissor direcionado ao mercado nigeriano, ou cujo token seja proposto para uso por uma entidade regulamentada na Nigéria, teria que manter um representante local e cumprir os requisitos de reserva, liquidez, suporte de resgate ou outros requisitos prudenciais prescritos pela SEC.