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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse nesta segunda-feira (30/3) que a corporação é alvo de acusações pela sua atuação e também por coisas que não fez. “Somos muitas vezes acusados por fazer o nosso trabalho e outras também de ter feito o que não fizemos”, disse.
Segundo Rodrigues, em sua gestão à frente da corporação “jamais houve o direcionamento” de qualquer investigação e nem o “favorecimento” de servidores por motivos políticos ou ideológicos.
“A Polícia Federal não protege e nem persegue”, afirmou. Rodrigues também exaltou os presidentes do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), Ricardo Saadi, no apoio dado a apurações.
Sem mencionar o Banco Master, o diretor-geral da PF disse que a investigação que “descontinuou uma fraude bilionária do sistema financeiro” não chegaria ao resultado obtido se não houvesse coordenação com o BC.
“A coragem e a capacidade técnica do presidente Gabriel Galípolo para fazer as coisas certas com a estrita convenção e legalidade permitiram o avanço consistente das investigações”, afirmou. “Ainda em relação a crimes financeiros, meu querido amigo Ricardo Saadi, seu compromisso com a coisa pública, a seriedade e competência frente do Coaf são dignos de registro. Não fosse sua responsabilidade e firmeza, não chegaríamos onde chegamos”.
A fala de Rodrigues foi feita em cerimônia na sede da PF que comemorou os 82 anos da instituição. Também participaram do evento o ministro da Justiça, Wellington Lima, o advogado-geral da União Jorge Messias, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), e diretores do Ministério da Justiça.
Segundo Rodrigues, a PF e seus integrantes acabam sendo alvos de “ataques de toda sorte” devido à atuação no combate ao crime organizado e na defesa da democracia.
“Alguns [ataques], covardes e vis, diretamente a valorosos colegas que estão à frente de importantes investigações, além de tentativas de enfraquecimento e perda de atribuições”, declarou.
Conforme Rodrigues, “mexeu com um, mexeu com todos”. Ele também disse que, apesar das pressões, a PF “seguirá intransigente no cumprimento dos seus deveres”.