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Parece que carros com pintura escura estacionados em áreas urbanas podem, sim, aumentar a temperatura do ar em até 2 ºC. É o que indicou um novo estudo de pesquisadores de Lisboa, em Portugal, que dá novo fôlego ao debate das chamadas “ilhas de calor” — que, até então, eram atribuídas ao asfalto e a construções de concreto.
A equipe liderada pela geógrafa Márcia Matias comparou um carro preto e um branco, ambos estacionados por algumas horas sob a luz solar. Eles notaram que o carro preto irradiou 3,8 ºC a mais que o asfalto, enquanto o carro branco teve impacto tão mínimo que até resfriou o ar ao redor.
Segundo a autora, os resultados sugerem a relevância de que os veículos de frotas públicas, como ônibus e viaturas, usem cores mais claras. Desta forma, esses veículos poderiam ajudar a reduzir o calor urbano.
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O efeito é explicado pela física, já que a lataria metálica absorve e irradia calor de forma mais eficiente que o solo ou o concreto. Se considerarmos os milhões de veículos nas grandes cidades, o fenômeno é facilmente capaz de transformar estacionamentos em verdadeiras placas de calor.

Cidades como Los Angeles, que somam mais de 275 dias de sol ao ano e cerca de 518 km² de áreas de estacionamento, já lidam com esse desafio em grande escala. Por isso, ações como pintar o teto dos carros de branco podem servir como alternativa para reduzir os efeitos do fenômeno.
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