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Comprar um celular no lançamento quase sempre significa pagar mais caro. Mas será que esperar alguns meses realmente faz tanta diferença no bolso? Comparando os valores com um intervalo de cerca de seis meses para entender quanto o preço de um celular cai após esse período.
Os dados revelam um cenário interessante: enquanto alguns aparelhos caem bastante de preço, outros praticamente não mudam. Outros, até ficam mais caros. Isso mostra que o comportamento do mercado é mais complexo do que parece à primeira vista.
A queda de preço varia bastante conforme o tipo de aparelho. Os modelos premium, especialmente da Apple, são os que apresentam as maiores reduções absolutas.
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O iPhone 17 Pro Max, por exemplo, teve uma queda de quase R$ 2 mil em apenas seis meses, o que gera uma economia bastante significativa para quem decide esperar.
Por outro lado, aparelhos intermediários e mais acessíveis apresentam um comportamento bem diferente. A queda existe, mas tende a ser mais discreta. Em alguns casos, como do Galaxy A56, a redução foi inferior a R$ 100 no período analisado. Isso mostra que, para esse tipo de produto, o ganho financeiro de esperar pode ser limitado.
O ponto mais curioso aparece nos modelos mais baratos, nos quais o preço não só deixa de cair como chega a subir. Moto G56 e Realme 14 são exemplos claros disso. Esse fenômeno acontece com mais frequência do que muita gente imagina e está ligado a fatores que vão além do simples ciclo de lançamento.
Para o cálculo de aparelhos novos, utilizamos o preço mínimo registrado na plataforma Zoom nos últimos seis meses.
| Modelo | Preço em outubro | Preço em abril | Variação |
| iPhone 16 256GB | R$ 5.113 | R$ 4.949 | ↓ R$ 164 |
| iPhone 15 256GB | R$ 4.595 | R$ 4.469 | ↓ R$ 126 |
| iPhone 16 Pro Max 256GB | R$ 8.231 | R$ 7.999 | ↓ R$ 232 |
| iPhone 17 256GB | R$ 7.199 | R$ 6.299 | ↓ R$ 900 |
| iPhone 17 Pro Max 256GB | R$ 11.249 | R$ 9.299 | ↓ R$ 1.950 |
| Galaxy S24 Ultra 256GB | R$ 4.649 | R$ 4.332 | ↓ R$ 317 |
| Galaxy S25 256GB | R$ 3.873 | R$ 3.899 | ↑ R$ 26 |
| Moto G56 256GB | R$ 1.178 | R$ 1.291 | ↑ R$ 113 |
| Realme 14 256GB | R$ 1.900 | R$ 1.913 | ↑ R$ 13 |
| Galaxy A56 | R$ 1.788 | R$ 1.700 | ↓ R$ 88 |
A desvalorização dos smartphones é resultado de uma combinação de fatores que atuam ao mesmo tempo no mercado. Um dos principais é o lançamento de novas gerações. Sempre que um novo modelo chega, o anterior perde atratividade e acaba ficando mais barato para continuar competitivo.

Além disso, o próprio mercado brasileiro é altamente dinâmico. As grandes varejistas ajustam preços constantemente, seja por causa de promoções sazonais ou por estratégias para girar estoque. Eventos como Black Friday, Natal e liquidações de início de ano acabam acelerando essa queda.
Outro ponto importante é o câmbio. Como a maior parte dos celulares é importada, qualquer variação no dólar impacta diretamente o preço final. Isso ajuda a explicar por que nem sempre os valores seguem uma trajetória de queda contínua.
Embora pareça contraintuitivo, a alta de preços após alguns meses não é algo raro. Isso costuma acontecer quando o aparelho deixa de ser prioridade para as fabricantes e o estoque começa a diminuir. Com menos unidades disponíveis, os varejistas reduzem descontos e o preço sobe.
Muitos celulares são lançados com promoções agressivas para impulsionar as vendas iniciais. Quando essas campanhas acabam, o valor retorna a um patamar mais alto. Se o consumidor compara apenas dois momentos específicos, pode ter a impressão de que o preço aumentou, quando na verdade houve apenas uma correção.
Depende muito do tipo de aparelho que você pretende comprar. Para quem busca modelos premium, esperar alguns meses costuma ser uma decisão inteligente. A diferença de preço pode ser bastante relevante e, na maioria das vezes, não há perda significativa de desempenho ou experiência no uso.
Por outro lado, quando se trata de celulares intermediários ou de entrada, o benefício de esperar diminui. Como a variação de preço é menor (e às vezes até inexistente), pode fazer mais sentido aproveitar uma boa promoção assim que ela aparece, em vez de adiar a compra. E se você tem interesse em acompanhar a queda de preços, veja quanto um celular desvaloriza por ano.
Leia a matéria no Canaltech.