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A expansão do 5G no Brasil avança de forma consistente, mas um relatório do Teletime revela um cenário curioso: a cidade de São Paulo, maior centro econômico do país, figura entre as capitais com menor densidade de antenas por habitante. O indicador considera o número de estações rádio base (ERBs) para cada 10 mil pessoas, métrica essencial para avaliar a capacidade e qualidade da rede.
Diferente do que se poderia imaginar, cidades de menor porte ocupam as primeiras posições. Vitória aparece como líder, com mais de 8 antenas 5G por 10 mil habitantes. Florianópolis e Natal também se destacam, demonstrando que o tamanho da população influencia diretamente esse tipo de indicador.
O bom desempenho dessas capitais está ligado à relação entre população e infraestrutura. Mesmo com menos antenas em números absolutos, cidades menores conseguem atingir uma densidade maior, o que melhora o desempenho relativo da rede. Já grandes centros precisam de muito mais equipamentos para alcançar o mesmo nível proporcional.
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Apesar de concentrar mais de 5 mil antenas 5G, São Paulo fica entre as últimas colocadas, apresentando apenas 4,53 ERBs por 10 mil habitantes. O resultado coloca a capital paulista à frente apenas de cidades como Maceió e Boa Vista.

O principal desafio de São Paulo é a enorme população. Com milhões de usuários simultâneos, a demanda por capacidade é muito maior. Isso exige uma densificação constante da rede, especialmente nas faixas de frequência mais altas, que oferecem maior velocidade, mas cobrem áreas menores.
Apesar das diferenças, a desigualdade entre as capitais vem diminuindo ao longo dos últimos anos. A distância entre a cidade mais bem colocada e a última do ranking já foi muito maior, indicando avanço na distribuição da tecnologia.
No entanto, a densidade de antenas não é o único fator que determina a qualidade do 5G. Elementos como frequência utilizada, planejamento de rede e demanda local também influenciam diretamente a experiência do usuário.
O caso de São Paulo evidencia que ter mais infraestrutura em números absolutos não garante melhor desempenho proporcional. O Brasil avança no 5G, mas grandes centros urbanos ainda enfrentam desafios específicos para equilibrar oferta e demanda.
Leia a matéria no Canaltech.