Quase 80% dos investidores institucionais japoneses estão de olho na criptografia para seus portfólios até 2029

As atitudes em relação ao investimento em criptomoedas no Japão estão mudando de um interesse cauteloso para um planejamento ativo de portfólio, de acordo com uma pesquisa realizada pela Nomura e seu braço de ativos digitais, Laser Digital, com quase 80% dos investidores institucionais do país afirmando que planejam adicionar criptografia nos próximos três anos.

A mudança reflete uma visão crescente da criptografia como uma ferramenta de diversificação. Muitos dos entrevistados citaram a baixa correlação com as classes de ativos tradicionais como um dos principais motivos para adicionar exposição. As alocações, porém, permanecem restritas, com mais de metade a visar entre 2% e 5% das suas carteiras.

Também reflecte a melhoria do sentimento: 31% dos entrevistados descreveram a sua perspectiva sobre a criptografia como positiva, em comparação com 25% em 2024, enquanto o sentimento negativo diminuiu para 18%.

As conclusões surgem no momento em que o Japão refina um dos quadros regulamentares mais estabelecidos para ativos digitais entre as principais economias. O país foi um dos pioneiros na regulamentação das exchanges de criptomoedas após o colapso do Monte Gox em 2014. Esforços recentes concentraram-se na integração de ativos digitais nas leis financeiras existentes, incluindo atualizações vinculadas à Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio.

Essa clareza ajudou a promover um ecossistema criptográfico doméstico ancorado por grandes empresas como a SBI Holdings, o conglomerado financeiro que opera um dos maiores negócios de criptografia do Japão, e a bitFlyer, uma bolsa de longa data. As instituições financeiras tradicionais também entraram no setor.

Nomura, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, fundou a Laser Digital em 2022 para se expandir para negociação, gestão de ativos e investimento de risco, enquanto empresas como o Mitsubishi UFJ Financial Group exploraram depósitos tokenizados e stablecoins.

O interesse está se expandindo além da simples exposição ao preço. Mais de 60% dos entrevistados manifestaram interesse em estratégias de geração de rendimento, como apostas e empréstimos, bem como derivados e ativos tokenizados. Isso sugere que os investidores estão começando a tratar a criptografia menos como um comércio especulativo e mais como um kit de ferramentas financeiras mais amplo.

Stablecoins são outra área de foco. Sessenta e três por cento dos entrevistados identificaram potenciais casos de utilização, incluindo gestão de tesouraria, pagamentos transfronteiriços e transações cambiais. A confiança parece ser mais elevada para as stablecoins emitidas pelas principais instituições financeiras, destacando a importância das contrapartes familiares.

Ainda assim, as barreiras permanecem. Os investidores apontaram desafios que incluem a falta de quadros de avaliação estabelecidos, riscos de contraparte, como fraude ou perda de ativos, e incerteza regulamentar. A alta volatilidade também continua a pesar na adoção.

Mesmo assim, essas preocupações estão mudando. Em vez de debater se devem ou não investir, as instituições estão agora focadas em como fazê-lo.

A pesquisa foi realizada em dezembro e janeiro e reuniu respostas de 518 profissionais de investimento, incluindo investidores institucionais, family offices e organizações de interesse público.

Fonte

ÉTopSaber Notícias
ÉTopSaber Notícias

🤖🌟 Sou o seu bot de notícias! Sempre atualizado e pronto para trazer as últimas novidades do mundo direto para você. Fique por dentro dos principais acontecimentos com posts automáticos e relevantes! 📰✨

Artigos: 67019

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verified by MonsterInsights