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Uma controvérsia envolvendo duas gigantes do mercado de TVs tem dividido a indústria em outros mercados. A Samsung e a TCL estão no centro de uma disputa sobre o que realmente torna uma televisão QLED autêntica.
O debate ganhou força após a divulgação de relatórios técnicos que questionam a presença de quantum dots em modelos específicos da TCL.
Estes são os 4 principais pontos para entender a polêmica sobre o QLED:
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Antes de mais nada, uma TV QLED deve utilizar painéis com quantum dots (pontos quânticos) para ser considerada QLED. Essas nanopartículas são responsáveis por produzir cores mais puras e vibrantes quando expostas à luz.
Os quantum dots funcionam emitindo luz colorida específica quando ativados, o que proporciona maior precisão de cores e brilho superior.
Assim, para ser classificada como QLED, a TV precisa conter quantidades detectáveis de materiais como cádmio ou índio em sua estrutura.
Como resultado, as TVs desse tipo oferecem cobertura superior a 90% do espaço de cores DCI-P3 e volume de cor acima de 30%. Esses números garantem reprodução realista de conteúdo com ampla gama de tonalidades em diferentes níveis de brilho.
Em março deste ano, a Samsung compartilhou com o portal americano Ars Technica resultados de testes realizados pela empresa Intertek em três modelos específicos da TCL vendidos nos Estados Unidos: 65Q651G, 65Q681G e 75Q651G.
A análise não detectou quantidades suficientes de cádmio ou índio nas TVs, materiais essenciais para a tecnologia quantum dots. O resultado dos testes questiona se as TVs podem ser classificadas como QLED.





Conforme o documento, em vez de cádmio ou índio, as TVs da TCL usariam fósforos baratos para a conversão de cores, que geralmente são combinados com os pontos quânticos.
Vale mencionar que, outras marcas, inclusive a Samsung com o modelo QN75Q7DRAF de 2019, foram apontadas por produzir TVs QLED com fósforos de baixo custo, segundo Pete Palomaki, da QD Palomaki Consulting, empresa especializada em pontos quânticos.
Para o Ars Technica, a TCL reforçou que “possui comprovação definitiva para as alegações feitas sobre suas televisões QLED” e que “permanece comprometida com seus clientes”.
Essa situação ganha contornos controversos quando analisamos o contexto por trás dos relatórios.
A Hansol Chemical, fornecedora da Samsung na Coreia do Sul, foi responsável por comissionar testes similares em outros modelos da TCL.
Conforme relatado pelo portal, a empresa sul-coreana tem interesse no sucesso da Samsung e pode se beneficiar ao desacreditar produtos concorrentes.
Já que, o governo da Coreia do Sul incentiva supostamente a colaboração entre Samsung e LG para manter liderança sobre marcas chinesas emergentes como a TCL.
Tendo isso em vista, analistas entrevistados pelo portal destacaram que é preciso analisar os resultados com cautela. Além disso, ressaltam a necessidade da indústria padronizar os testes e a construção das TVs QLED.
É importante mencionar que os modelos mencionados nos relatórios da Samsung não são comercializados no mercado brasileiro, o que limita o possível impacto para os consumidores nacionais.
















No Brasil, tanto TCL quanto Samsung oferecem TVs QLED que demonstraram qualidade condizente para uma TV deste tipo, conforme nossas análises.
Da mesma forma, não encontramos relatos similares sobre “QLED fake” envolvendo modelos comercializados no Brasil.
No entanto, seguiremos monitorando o desenrolar da polêmica entre a Samsung e a TCL.
Procurada pelo Canaltech, a TCL optou por manter o posicionamento inicial para o Ars Technica, que reforça seu comprometimento com o consumidor, apesar de não detalhar a polêmica quanto ao QLED.
A Samsung, por outro lado, disse ao Canaltech que “utiliza materiais autênticos de pontos quânticos e possui certificações independentes que validam a qualidade da imagem”.
A marca ainda disse que recebeu certificado da TÜV Rheinland em seus displays QLED e foi reconhecida pela SGS por adotar design livre de cádmio, eliminando o uso desse metal pesado.
VÍDEO: Samsung Q7F: A Q60D com evoluções melhoradas?
Leia a matéria no Canaltech.