Exaustão física e mental intensifica movimento pelo fim da escala 6×1, diz advogado da CUT

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho refletem uma reivindicação histórica dos trabalhadores, intensificada pelo aumento da exaustão física e mental provocado pelas atuais formas de organização do trabalho. A avaliação é do advogado trabalhista e assessor jurídico da CUT, José Eymard Loguercio, sócio do escritório LBS Advogadas e Advogados.

Loguercio é o entrevistado desta semana da série “Além da Jornada 6×1: Estudos e Impactos Jurídicos”, produzida especialmente para assinantes do PRO Trabalhista, que terão acesso antecipado às entrevistas completas, disponibilizadas no YouTube. Publicados semanalmente, às quartas-feiras, os episódios reúnem especialistas com diferentes perspectivas sobre os impactos jurídicos, econômicos e sociais das propostas de mudança na jornada de trabalho.

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Na entrevista, Loguercio afirma que o debate ganhou maior dimensão social nos últimos anos em razão do desgaste enfrentado por trabalhadores submetidos a jornadas consideradas excessivas, sobretudo nos setores de comércio e serviços. Ele destaca que as mulheres estão entre as mais afetadas pela escala 6×1, diante da dificuldade de conciliar trabalho, responsabilidades familiares e tempo de descanso. “O tema ganhou uma grande proporção a partir dessa referência de exaustão”, afirmou.

A redução da jornada semanal para 40 horas, segundo Loguercio, é uma pauta histórica do movimento sindical desde a Constituição de 1988, quando o limite constitucional caiu de 48 para 44 horas semanais. Para ele, quase quatro décadas depois, as transformações tecnológicas e produtivas justificam uma nova revisão do modelo.

O advogado ressalta que diversas categorias já operam com jornadas reduzidas, inclusive abaixo de 40 horas semanais, sem prejuízo à produtividade. Ele cita estudos da Fundacentro, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Dieese e da Unicamp que associam jornadas menores à melhora da saúde física e mental dos trabalhadores, além da redução de afastamentos e do absenteísmo.

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Loguercio também aponta experiências internacionais como referência para o Brasil. Países europeus, como França, Bélgica e Holanda, já adotam jornadas inferiores a 40 horas semanais. Na América Latina, Chile, México e Colômbia também discutem ou implementaram processos de redução gradual da carga horária.

Além disso, Loguercio destaca a experiência de empresas brasileiras que têm promovido mudanças na jornada por iniciativa própria. Redes varejistas, cafeterias e pequenos negócios passaram a adotar escalas como a 5×2, garantindo dois dias de descanso semanal aos empregados. Na avaliação do advogado, os resultados relatados têm sido positivos tanto para trabalhadores quanto para empregadores, mas que a redução para 40 horas semanais é necessária e deve ser prevista em lei.

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