Carro elétrico: custo para rodar é até 4 vezes menor que o de combustíveis

Carro elétrico: custo para rodar é até 4 vezes menor que o de combustíveis – Canaltech

O mercado de veículos eletrificados no Brasil registrou um crescimento em 2025 dez vezes superior ao avanço total das vendas de automóveis no país. O dado foi compartilhado pelo presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, em entrevista ao Podcast Canaltech nesta quarta-feira (22).

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Segundo o executivo, o setor experimenta uma alta superior a 100% no ano atual em comparação ao período anterior.


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A adoção de modelos elétricos e híbridos se tornou também uma decisão econômica. Bastos aponta que o custo para rodar com eletricidade representa cerca de um terço ou um quarto do valor gasto com combustíveis fósseis.

“O carro elétrico é mais simples, ele consegue ter uma manutenção menor”, afirma o presidente da ABVE, citando a ausência de trocas de óleo e o menor desgaste das pastilhas de freio.

O mercado atual oferece diversificação de tecnologias, com a presença de modelos elétricos puros, híbridos e híbridos plug-in. Os preços iniciais, que antes se concentravam na faixa de R$ 500 mil a R$ 700 mil para veículos de luxo, agora partem de valores próximos a R$ 100 mil.

Para Bastos, a tendência estrutural está consolidada no país. “Não vai voltar mais atrás, não vai haver um abandono da eletrificação”, afirma.

Regulamentação de recarga em condomínios

A infraestrutura de recarga acompanha a expansão da frota. O segmento de instalação de pontos de recarga é o que mais cresce atualmente dentro da associação.

Uma nova legislação no estado de São Paulo estabeleceu o direito de instalação de equipamentos de recarga em garagens e condomínios, condicionada a normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

O modelo regulatório paulista está em processo de adoção por outros estados brasileiros.

Vida útil das baterias

O executivo também abordou o desgaste das baterias, apontado frequentemente como um entrave para novos consumidores.

De acordo com Bastos, o componente possui sistemas de refrigeração e controle que garantem uma operação estável e evitam o superaquecimento. A estimativa é que a bateria demore mais de 10 anos para atingir 80% de sua capacidade original de armazenamento em veículos de uso pessoal não intensivo.

O padrão de mercado no Brasil estabelece oito anos de garantia para as baterias. Em caso de necessidade de substituição, o custo atual do componente representa cerca de 10% do valor total do automóvel, refutando o mito de que a peça custaria metade do preço do carro.

Leia a matéria no Canaltech.

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