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A disputa entre airfryer e forno elétrico normalmente gira em torno de praticidade e sabor, mas existe outra pergunta importante: qual dos dois pesa mais na conta de luz? A resposta não depende somente da potência do aparelho, mas do tempo real de preparo.
Para este comparativo, foram usados dois modelos populares vendidos no Brasil: a Philips Walita Essential Airfryer XL, com potência próxima de 2.000 W, e o Oster Forno Elétrico 42 L, que opera em torno de 1.800 W.
O teste usa como referência um alimento congelado comum (nuggets e empanados), já que muitas embalagens indicam tempos diferentes para forno e airfryer.
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Nos pacotes de alimentos congelados, é comum encontrar tempos próximos de:
Para facilitar, vamos considerar:
O cálculo de consumo segue a fórmula: consumo (kWh) = potência (kW) × tempo de uso (horas). Assim temos:
Mesmo com potência maior, a airfryer termina a receita mais rápido e acaba consumindo menos energia.

Considerando 1 preparo diário durante 30 dias, chegamos ao seguinte cenário nas maiores cidades de cada região do Brasil:
| Cidade | Tarifa por kWh | Airfryer (15 kWh/mês) | Forno elétrico (22,8 kWh/mês) |
| Curitiba | R$ 0,85 | R$ 12,75 | R$ 19,38 |
| São Paulo | R$ 0,95 | R$ 14,25 | R$ 21,66 |
| Brasília | R$ 0,83 | R$ 12,45 | R$ 18,92 |
| Fortaleza | R$ 0,97 | R$ 14,55 | R$ 22,12 |
| Manaus | R$ 0,84 | R$ 12,60 | R$ 19,15 |
A diferença mensal parece pequena olhando uma refeição, mas aumenta conforme o uso. Quem prepara almoço e jantar diariamente pode praticamente dobrar esses valores.
Isso não significa que o forno elétrico perdeu. Na prática, ele costuma ser melhor para assados grandes, lasanhas, frangos inteiros, receitas para famílias e preparos simultâneos.
Já a airfryer trabalha melhor com volumes menores. Se você colocar muita comida de uma vez, o tempo sobe e parte da vantagem energética desaparece. Além disso, algumas receitas exigem múltiplas etapas, obrigando abrir a cesta, virar alimentos e reiniciar ciclos.

Para refeições rápidas e congelados, a airfryer leva vantagem. Mesmo usando mais potência instantânea, ela cozinha em menos tempo e reduz o consumo total. No nosso cenário, o gasto mensal ficou cerca de 34% menor.
Já o forno elétrico compensa quando o objetivo é cozinhar grandes quantidades, ou seja: se o uso principal envolve nuggets, batata congelada, legumes e refeições individuais, a airfryer costuma ganhar na conta de luz.
Para quem prepara pratos maiores ou cozinha para várias pessoas, o forno pode continuar sendo a escolha mais eficiente — nem tanto pela energia, mas sim pela capacidade.
Leia a matéria no Canaltech.

