Lula e Flávio impõem peso político e avançam na definição de palanques nos estados

Após o término do prazo de desincompatibilização e da janela partidária, no início deste mês, a montagem dos palanques nos estados está praticamente definida. O presidente Lula (PT) tem feito valer a força de seu cargo e de seu poder político para montar uma rede de apoios regionais, muitas vezes sem ter um nome de seu partido na cabeça da chapa. Movimento semelhante fez Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição ao petista,

No entanto, enquanto Lula privilegiou aliados do PT, Flávio optou por consolidar as candidaturas próprias de seu PL. Assim, o petista definiu seus candidatos nos dez maiores colégios eleitorais do Brasil, que são, pela ordem decrescente, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Pará em Santa Catarina.  Falta ainda a Flávio Bolsonaro acertar seus palanques em Minas Gerais, Pernambuco e Ceará.

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Até agora, a seis meses da eleição, a fotografia do momento mostra o PT abrindo mão de candidaturas próprias em favor de aliados na cabeça de chapa — alguns deles, inclusive, do Centrão, como PSD, MDB e até PP e União Brasil. Um dos movimentos mais explícitos do peso de Lula ocorreu no Rio Grande do Sul, onde o Diretório Nacional do PT impôs apoio a Juliana Brizola, do PDT, e levou o partido a abrir mão da candidatura própria do deputado estadual Edegar Pretto.

Lula espera contar com o PDT na aliança em torno de sua reeleição. Outro gesto que marcou a definição desses palanques foi a forte pressão exercida pelo presidente e pelos petistas para que Fernando Haddad (PT) aceitasse concorrer ao governo de São Paulo. O ex-ministro da Fazenda queria ter ficado na coordenação da campanha presidencial. Assim, o PT deverá ter candidatos próprios aos governos de 10 estados, com possibilidade de chegar a 12.

O principal oponente de Lula neste momento, segundo as pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro (PL),  também fez valer seu poder político e, junto com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, atuou para que o PL lançasse nomes competitivos aos governos estaduais. O caso mais emblemático é o do Paraná, onde o senador Sérgio Moro, líder nas pesquisas, filiou-se ao partido na reta final da janela partidária. Com isso, o PL caminha para ter candidaturas próprias em ao menos 12 estados.

Em dezembro de 2025, dias antes da entrada de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa, as negociações em curso indicavam que o PL teria entre cinco e sete candidaturas próprias nos estados.

Mapa da disputa

De acordo com o planejamento estratégico dos principais partidos envolvidos na eleição presidencial deste ano, o mapa eleitoral nos estados está assim dividido: Lula tem palanques quase definidos para governador em 23 estados da Federação e no DF, ainda que, em alguns deles, a formalização de seus candidatos ainda não tenha sido efetivada. É o caso de Minas Gerais, onde o senador Rodrigo Pacheco (PSB) acerta os detalhes finais de sua candidatura. Falta ainda ao presidente fechar apoios no Maranhão, no Tocantins e em Goiás. Ou seja, Lula tem palanques bem encaminhados nos seguintes estados:

Rio Grande do Sul – Juliana Brizola (PDT)

Santa Catarina –  Gelson Merisio (PSD)

Paraná – Requião Filho (PDT)

São Paulo – Fernando Haddad (PT)

Rio de Janeiro –  Eduardo Paes (PSD)

Espírito Santo – Helder Salomão (PT)

Minas Gerais –  Rodrigo Pacheco (PSB),

Mato Grosso – Natasha Slhessarenko (PSD)

Mato Grosso do Sul – Fábio Trad (PT)

Distrito Federal –  Leandro Grass (PT)

Rondônia –  Expedito Neto (PT)

Amazonas – Omar Aziz (PSD)

Acre – Thor Dantas (PT)

Pará –  Hana Ghassan (MDB)

Roraima – Antônia Pedrosa (PT)

Amapá – Clécio Luís (União Brasil)

Piauí – Rafael Fonteles (PT)

Ceará – Elmano Freitas (PT)

Rio Grande do Norte –  Cadu Xavier (PT)

Pernambuco – João Campos (PSB)

Paraíba – Lucas Ribeiro (PP)  ou Cícero Lucena (MDB)

Alagoas – Renan Filho (MDB)

Sergipe – Fabio Mitidieri (PSD)

Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT)

Flávio Bolsonaro enfrenta entraves para definir suas alianças no Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Amapá e Roraima. O senador e presidenciável já fechou apoios nos seguintes estados:

Rio Grande do Sul – Luciano Zucco (PL)

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL)

Paraná – Sérgio Moro (PL)

São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Rio de Janeiro – Douglas Ruas (PL)

Mato Grosso – Wellington Fagundes (PL)

Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PP)

Goiás – Wilder Morais (PL)

Tocantins – Professora Dorinha (União Brasil)

Rondônia – Marcos Rogério (PL)

Acre – Mailza Assis (PP)

Amazonas – Maria do Carmo (PL)

Pará – Daniel Santos (Podemos)

Piauí – Toni Rodrigues  (PL)

Rio Grande do Norte – Álvaro Dias (PL)

Paraíba – Efraim Filho (União Brasil)

Sergipe – Ricardo Marques (PL)

Bahia – ACM Neto (União Brasil)

Distrito Federal – Celina Leão (PP)

Estados indefinidos

O principal problema para Lula nos estados em que ele ainda não tem um palanque está na região Centro-Oeste. No Tocantins, a recente filiação da exsenadora Kátia Abreu ao PT alimentou as articulações de bastidores em torno de uma candidatura própria. Em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) desponta como o nome mais forte. No Maranhão, o presidente acompanha a evolução da disputa entre os grupos do ministro Flávio Dino, do STF, e do governador Carlos Brandão (sem partido), para tomar uma decisão.

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No caso de Flávio, seu principal desafio é resolver Minas Gerais. O nome mais importante do PL no estado, o deputado federal Nikolas Ferreira, não aceitou ser candidato ao governo, o que obriga o partido a buscar uma alternativa competitiva para fazer frente a Rodrigo Pacheco (PSB). Flávio Roscoe, empresário que acabou de se filiar ao PL, surge como alternativa. Outra opção seria Flávio apoiar Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas, mas essa possibilidade tem ficado cada vez mais remota devido ao elevado grau de beligerância entre os grupos políticos no estado.

Caiado e Zema

Fora da polarização entre Lula e Flávio, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) tem, de largada, o apoio do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que era seu vice. O ex-governador trabalha para quebrar a prevalência de Lula entre os candidatos do PSD, especialmente no Nordeste.

Romeu Zema (Novo) tem como principal palanque o governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição em Minas Gerais. Reservadamente, Zema e seus aliados reconhecem as dificuldades em definir alianças nos estados em um ambiente de grande polarização entre os dois favoritos, mas avaliam que ele pode se tornar uma alternativa em caso de disputas regionais que impliquem mais de dois candidatos concorrendo pelo apoio de Flávio.

Fonte

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