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O envolvimento de estudantes com as ciências exatas e naturais (STEM) ganhou um novo fôlego em 2025. O projeto Embaixadores de Ativação de Astronomia (AAA), parte da iniciativa de Ativação Científica da NASA, consolidou-se como uma das pontes mais eficazes entre a pesquisa de ponta e a sala de aula.
O objetivo é claro: melhorar o engajamento dos alunos por meio do desenvolvimento profissional de professores de diversos níveis de ensino. Mas o diferencial do AAA vai além dos livros: ele proporciona imersões reais em observatórios astronômicos, conectando ciência, história e cultura.
Em abril de 2025, a cidade de Hilo, no Havaí, recebeu 16 professores para uma experiência transformadora no topo do Maunakea. Mais do que observar o espectro eletromagnético, os educadores exploraram a visão dos nativos havaianos sobre a montanha.
A professora e praticante cultural Toni Kaui explicou aos participantes o conceito de Wao Akua, o reino celestial. Segundo a tradição local, as montanhas não são apenas locais altos para telescópios, mas espaços sagrados onde residem os elementos da natureza que garantem o bem-estar da terra (‘aina) e do reino humano (wao kanaka).
Para quem não pôde estar lá, a equipe do Infiniscope (Universidade Estadual do Arizona) produziu um tour virtual que será disponibilizado gratuitamente, permitindo que estudantes do mundo todo sintam o respeito mútuo entre pesquisadores e a cultura nativa.
Em setembro de 2025, o treinamento se deslocou para o Arizona, no Observatório Nacional Kitt Peak. Localizado em terras da tribo Tohono O’odham, o local é conhecido pelos indígenas como I’oligam Du’ag (Montanha de Arbustos Manzanita).
A Dra. Jacelle Ramon-Sauberan destacou a importância da colaboração produtiva. Um acordo perpétuo entre a tribo e a National Science Foundation (NSF) garante que a montanha seja usada para o estudo astronômico e educação. Para os professores participantes, ver como a ciência moderna respeita e integra a história indígena foi um dos pontos altos do programa.
Após uma década de operações, o projeto AAA encerra seu ciclo com números impressionantes:
A experiência mudou a percepção de muitos educadores sobre o que significa “trabalhar com ciência”. Lillian Reynolds, professora no Havaí, observou que seus alunos agora podem enxergar oportunidades além do doutorado.
“Conheci técnicos e especialistas em diversas áreas operando os telescópios. Isso me deu esperança de que podemos aumentar nossa base de cientistas locais aqui no Havaí”, afirmou Lillian.
Para Olivia Kuper, professora do Tennessee, o ponto crucial foi a inclusão das perspectivas indígenas: “Isso ajuda meus alunos a reconhecer o valor do contexto histórico na prática científica”.
O projeto AAA da NASA prova que a astronomia não é apenas sobre olhar para as estrelas, mas sobre entender o nosso lugar no universo através de múltiplas vozes. Ao levar essa riqueza para as escolas, garantimos que a próxima geração de cientistas seja mais diversa, respeitosa e apaixonada pelo conhecimento.
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