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O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, faz uma série de reuniões com autoridades do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3), na capital fluminense. O objetivo é colher informações sobre a Operação Contenção, realizada na terça-feira passada (11), que deixou 121 mortos.

Moraes se tornou relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, mais conhecida como ADPF das Favelas, após a aposentadoria do ex-ministro Luiz Roberto Barroso. A ação estabelece regras para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro.
Esta é a terceira reunião de Moraes com autoridades fluminenses nos últimos dias. Pela manhã, o ministro se encontrou com o governador Cláudio Castro e com a cúpula de segurança do estado, incluindo chefes das Polícias Militar e Civil, responsáveis pelas recentes megaoperações nos complexos do Alemão e da Penha, que resultaram em 121 mortes — 117 suspeitos e 4 policiais. Moraes também se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Participaram da reunião, além de Moraes e Castro:
De acordo com informações divulgados pelo jornal CNN Brasil, a reunião entre o governador do Rio de Janeiro e Moraes começou tensa, mas acabou bem. De acordo com fontes ligadas a Castro, o ministro teria feito cobranças logo no começo da reunião a partir da percepção de que as determinações do Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas não havia sido respeitada.
No decorrer do encontro, contudo, o próprio governador e os secretários de Segurança Pública e da Polícia Civil teriam feitos esclarecimentos e apresentado documentos e explicado todo o planejamento e execução da operação. Segundo participantes relataram à CNN, a percepção é de que ao final da reunião a tensão inicial foi dissipada, tanto que Moraes se deslocou para um almoço com o governador Claudio Castro no Palácio da Guanabara.
O ministro decretou neste domingo (2), a preservação “rigorosa e integral” dos elementos materiais relacionados à Operação Contenção, que foi a incursão policial mais letal da história do estado.
Fonte: Agência Brasil
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