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Quem troca de carro elétrico costuma pensar na autonomia, na tecnologia embarcada e até no valor de revenda, mas existe um detalhe que frequentemente passa despercebido, e é de extrema importância: o carregador residencial instalado na garagem. Afinal, o Wallbox continuará servindo no carro novo ou será preciso investir novamente em equipamentos e infraestrutura?
A resposta depende de dois fatores. O primeiro é simples: no Brasil, praticamente todos os carros elétricos e híbridos plug-in utilizam o conector Tipo 2 (IEC 62196-2) para carregamento em corrente alternada (AC), padrão adotado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelas principais montadoras. Isso significa que, em muitos casos, o plugue continuará compatível, mesmo na troca por um modelo de outra fabricante.

O segundo fator, porém, exige mais atenção. Embora o encaixe seja o mesmo, a potência suportada pelo carregador e pelo novo carro pode ser completamente diferente. É justamente aí que muitos proprietários descobrem que um Wallbox antigo pode limitar o tempo de recarga ou até exigir uma nova instalação elétrica para aproveitar todo o potencial do veículo.
Na prática, um carregador residencial de 7 kW continuará funcionando se o proprietário trocar de carro elétrico, desde que ambos utilizem o conector Tipo 2. O problema é que ele poderá se tornar um gargalo, caso o novo modelo aceite recargas em 11 kW ou 22 kW em corrente alternada.

Em entrevista para o CT Auto, Thiago Castilha, diretor da E-Wolf Carregadores, explicou que não houve mudanças relevantes no padrão de conexão utilizado pelas principais montadoras atendidas pela empresa. “O que realmente muda é a velocidade. Se hoje o motorista tem um carregador Tipo 2 de 7 kW e compra um carro que aceita 22 kW, haverá uma limitação na recarga“, explica o executivo.
A substituição de um Wallbox envolve muito mais do que retirar um equipamento da parede e instalar outro. Além da troca do carregador, pode ser necessário redimensionar cabos, disjuntores, dispositivos de proteção e até verificar se a instalação elétrica do imóvel suporta a nova carga. Dependendo da potência desejada, o imóvel também pode precisar de adequações junto à concessionária de energia.

Para Thiago Castilha, outro ponto importante é a responsabilidade técnica da instalação. “Não é simplesmente retirar um carregador antigo e instalar outro. O profissional responsável precisa garantir que toda a infraestrutura esteja adequada ao novo equipamento. Ele assume a responsabilidade pela instalação e, por isso, muitas vezes não pode confiar apenas na estrutura existente sem realizar uma avaliação completa”, afirma.
A resposta depende do perfil de uso e do carro adquirido. Se o novo modelo possui um carregador embarcado semelhante ao anterior e o tempo de recarga continua atendendo às necessidades do motorista, manter o Wallbox existente costuma ser a alternativa mais econômica.

Em alguns casos, inclusive, deixar o carregador instalado na residência durante a venda do carro pode fazer mais sentido do que desmontá-lo. Além de evitar custos com desinstalação, transporte e reinstalação, o proprietário reduz o risco de precisar refazer toda a infraestrutura elétrica em um novo endereço.
Já que estamos falando de carregador veicular caseiro, convido vocês a também darem uma olhada na matéria que explica como instalar um Wallbox para carros elétricos em condomínio e, depois, quanto custa carregar um carro elétrico em casa em 2026.
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