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Um novo embate movimenta o setor de telecomunicações. A TIM e a Vivo entraram em conflito direto na Anatel por conta do serviço de bloqueio de ligações indesejadas da operadora. A agência reguladora precisou intervir na disputa para tentar mediar a situação.
O problema é o serviço Vivo Anti-Spam. A ferramenta foi ativada para toda a base móvel da operadora de forma automática. A TIM protocolou uma reclamação administrativa na Anatel alegando que o serviço pode restringir o recebimento de chamadas por seus clientes. A agência convocou uma reunião de conciliação para amanhã, 18 de junho.
Outras empresas de telecomunicações também manifestaram insatisfação. Algar Telecom, IDT Telecom e Adyl Telecom registraram queixas na agência. As manifestações indicam que os efeitos da ferramenta podem atingir diferentes agentes do mercado.
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A Adyl apresentou uma denúncia rica em detalhes. A empresa relata dificuldades para completar chamadas com destino a clientes da Vivo desde o início de junho. A falha ocorre até em cenários de interconexão direta entre as redes.
A operadora afirma que a Vivo aplica critérios internos sem clareza. Segundo a Adyl, números vinculados a instituições hospitalares acabaram enquadrados nos mecanismos de bloqueio mesmo utilizando serviços legítimos e ferramentas oficiais de autenticação.

Segundo a empresa, cerca de 700 chamadas deixam de ser completadas por dia. A Adyl também afirma que não há um procedimento estruturado para contestar e corrigir classificações consideradas equivocadas.
Fontes do setor relatam ainda dificuldades enfrentadas por centrais de monitoramento de alarmes, empresas de logística e outros serviços que utilizam chamadas automáticas ou semiautomáticas.
A Vivo defende a validade da sua ferramenta. A empresa afirma que o sistema identifica e barra chamadas automáticas em grande volume. O objetivo é combater números rotativos e práticas de fraude na rede.
A operadora reforça seu apoio à autenticação de todas as chamadas entre prestadoras. A companhia afirma que não bloqueia o tráfego de empresas que estejam em conformidade com as regras do Anti-Spam e os mecanismos de autenticação. Um canal online permite solicitar a revisão de possíveis falhas no sistema.
A Anatel avalia o cenário com cautela. A agência trata a questão de forma individualizada neste primeiro momento. Fontes do órgão regulador apontam a necessidade de separar o combate ao spam de eventuais condutas indevidas relacionadas à interconexão entre operadoras.
O serviço anti spam da Vivo foi lançado em 2024, como uma ferramenta para bloquear ligações suspeitas.
Leia a matéria no Canaltech.

