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As ações da Microsoft registraram uma queda mensal de cerca de 20% em junho de 2026, a maior desde dezembro de 2000. No acumulado do ano, o declínio já passa dos 35%, de acordo com um artigo da plataforma de mídia e tecnologia Bezinga, publicado no Yahoo! Finance no último domingo (28).
O valor de mercado da Microsoft também caiu. Há um ano, capitalização de mercado da Big Tech (o market cap) rondava os US$ 4 bilhões. Hoje, o negócio vale US$ 2,65 bilhões, atrás de Nvidia, Apple e Alphabet.
Apesar dos números negativos, a receita da Microsoft cresceu entre 16% e 18% ano a ano por oito trimestres consecutivos, conforme a Bezinga. “Os lucros superaram as estimativas de Wall Street todas as vezes e também estão em alta”, diz a matéria.
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O artigo aponta que as ações da Big Tech têm caído pela alta dos gastos em infraestrutura (CapEx), em especial com a construção de data centers para Inteligência Artificial. Os gastos de capital atingiram US$ 38 bilhões no trimestre passado. De acordo com o Bank of America, estima-se que o CapEx da Microsoft pode chegar a US$ 190 bilhões em 2026.

Com esse aumento no gasto em infraestrutura de IA, a Microsoft tem pressionado o Fluxo de Caixa Livre (que, grosso modo, é o dinheiro que sobra após a empresa cobrir despesas operacionais e de CapEx). Menos Fluxo de Caixa Livre, por sua vez, significa menos dividendos aos acionistas e menos recompras de ações.
A Microsoft encerra seu ano fiscal nesta terça-feira (30). Portanto, detalhes mais aprofundados e o impacto do XBOX ainda seguem incertos. De qualquer maneira, a CEO da divisão de games, Asha Sharma, já deu alguns insights sobre os prejuízos da marca originados da gestão de Phil Spencer.
Durante o anúncio do plano radical para “reiniciar” o XBOX, Sharma destacou que a divisão investiu US$ 20 bilhões em subsídios contínuos para seu conteúdo, plataforma e hardware nos últimos cinco anos (sem incluir a Activision Blizzard King), mas que a receita anual diminuiu meio bilhão nesse mesmo período. “Isso não pode continuar”, frisou a CEO.
Além disso, de acordo com Sharma, o XBOX fechará o ano fiscal com uma margem de responsabilidade (lucro esperado pela Microsoft) de cerca de 3%, inferior à do ano anterior.

O resultado do cenário financeiro caótico do XBOX e das mudanças constantes de estratégias e negócios promete um banho de sangue em demissões por toda a divisão. A expectativa é que o XBOX feche, venda ou absorva quatro estúdios, além de cortes substanciais em todas as desenvolvedoras que sobrarem. Projetos como Senua, State of Decay e Marvel’s Blade podem estar em risco de cancelamento, bem como jogos de terceiros financiados pela marca, como Project Fantasy da IO Interactive.
Rumores relatam que o XBOX teria congelado novos acordos para o Game Pass, o que teria deixado estúdios indie na mão.
A primeira rodada de demissões em massa sob a gestão de Asha Sharma deve acontecer a partir da próxima segunda-feira (6).
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