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A indústria dos games passou por inúmeras mudanças desde a pandemia de Covid-19. Em meio à recessão e à perda de espaços para outros tipos de conteúdo, não foi somente a forma de fazer negócios que mudou, como também o hábito de consumo dos jogadores também passou por transformações.
Aumentos nos preços dos jogos, valores de serviços por assinaturas exorbitantes e consoles cada vez mais caros forçaram os consumidores a adotar certos hábitos de compras neste meio. O Brasil não ficou de fora desse impacto, muito pelo contrário.
Recentemente, o PlayStation 5 subiu de preços no país, ao passo que o Xbox Game Pass dobrou de preço no ano passado chegando a R$ 120. A Nintendo vem reforçando sua presença no mercado brasileiro, mas segue com os maiores preços de jogos como Super Mario, The Legend of Zelda e Pokémon.
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A Pesquisa Games Brasil 2026, organizada pela SX Group e a Go Gamers, trouxe um relatório completo sobre o comportamento dos jogadores brasileiros nessas novas condições de mercado. O levantamento sugere que os altos preços são a principal barreira de consumo, mas que, acima de tudo, atuam como organizadores na jornada de consumo desses jogadores.
Neste cenário de alta, muito se discute se vale a pena comprar um jogo no lançamento ou se é melhor esperar e pegar o título em alguma promoção depois de meses.
De acordo com os dados levantados pela PGB 2026, 22,4% esperam por promoções quando um jogo sai acima do preço esperado. Do total, 18,3% afirmaram comprar no lançamento apenas se houver um desconto ou preço melhor.
O aumento recente dos preços teve um impacto muito grande no hábito de comprar e jogar videogames. Quando perguntados se esses aumentos dos preços de jogos digitais fizeram com que mudassem a forma como compram jogos, 26,5% responderam que sim. Essa porção de usuários afirmou preferir comprar menos no lançamento e esperar por promoções.
A PGB 2026 deixou claro, no entanto, que o preço do jogo não está relacionado apenas ao custo de jogar em si, mas também se torna uma barreira para participar do hype e da experiência coletiva disseminada nas redes sociais. Este é o caso perfeito de GTA 6.
No ano passado, a Go Gamers lançou a pesquisa “GTA 6: Hype, consumo e cultura game” para medir o termômetro do aguardado jogo da Rockstar Games. O resultado? Quase 50% dos entrevistados aceitariam pagar R$ 600 por GTA 6, valor muito acima da precificação de jogos AAA atuais.
Segundo os dados, 25,1% dos jogadores achariam justo investir a quantia no título, enquanto 24,2% consideraram R$ 600 por GTA 6 caro, mas afirmaram que iriam fazer um esforço para adquirir o jogo no lançamento em novembro.

Isso prova que, ao menos no Brasil, os jogadores estão dispostos a investir mais para fazer parte de uma mobilização cultural no tamanho de GTA 6. Comprar jogos no lançamento acaba levando o público para uma espécie de inclusão no assunto do momento, o que faz toda diferença na hora de investir.
As redes sociais têm um papel ativo nesta questão. Não por meio de experiências compartilhadas entre os jogadores, mas a criação de conteúdo por parte de influenciadores e mídia acaba fomentando ainda mais essa experiência coletiva em torno dos games. Há todo um sentimento ligado aos videogames que ultrapassa questões relacionadas a preços, embora os valores ainda sejam uma barreira considerável para jogar no Brasil. Não é à toa que jogos antigos e nostálgicos seguem populares.
A nostalgia é um dos fatores mais valiosos para empresas de games. Como o hábito de jogar vai além de investir e consumir, há uma ampla taxa de jogadores que ainda revisitam clássicos. A PGB 2026 comprova isso ao revelar que 62,6% do público tem o hábito de revisitar jogos antigos ou clássicos para jogar sozinho, e 55,1% afirma curtir esse tipo de game com amigos.

Os jogadores consideram comprar esses clássicos por três fatores principais mapeados pela pesquisa: preço baixo ou promoção (44%), remakes e remasterizações (36,3%) e retrocompatibilidade (23,8%).
Leia a matéria no Canaltech.