Judicialização deve ser tática de campanha para Lula e Flávio Bolsonaro

Os movimentos das pré-campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) dão sinais de que o uso da Justiça será uma das estratégias nas eleições de 2026. Somente esta semana duas ações já foram propostas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos partidos e aliados dos futuros candidatos. 

Enquanto governistas tentam impedir a estreia do filme sobre Jair Bolsonaro no período eleitoral, o partido do filho do ex-presidente busca suspender pesquisa eleitoral que fez perguntas aos entrevistados sobre o áudio vazado de um diálogo do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

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Acionar a Justiça foi um recurso amplamente usado por Lula nas eleições de 2022. À época, PT e siglas aliadas ingressaram com diversas ações questionando as atitudes do então presidente e candidato Jair Bolsonaro. A Justiça Eleitoral também foi o espaço para contestar a ofensiva digital da campanha, com pedidos de retirada de conteúdo falso de redes sociais. 

Ao que tudo indica, em 2026, Lula deve manter a tática, com a diferença de que dessa vez ele está no poder e com a máquina pública em mãos. 

A oposição tem mostrado que fará o mesmo movimento, tanto que um dos primeiros nomes confirmados na equipe de Flávio foi o da ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri como coordenadora jurídica da campanha. 

Ainda em fevereiro, o PL tentou suspender o desfile da escola de samba que tinha como tema a história de Lula, mas o TSE optou por manter a apresentação. 

Nos bastidores, a direita avalia que, em 2022, o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro foi prejudicado por decisões judiciais – sobretudo do TSE. Por isso, em 2026, é preciso uma estratégia jurídica melhor trabalhada não só para reagir aos ataques judiciais, mas também como ativo de campanha, inclusive com a possibilidade de ações contra eventuais abusos do uso da máquina pública por Lula – o mesmo recurso usado em 2022 contra Bolsonaro.

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A esse cenário soma-se o fato de que o TSE está sob comando de Nunes Marques e André Mendonça – dupla de ministros indicada por Bolsonaro –, o que diminui a margem para o discurso de que a Justiça Eleitoral persegue a direita, como foi dito durante a presidência de Alexandre de Moraes há quatro anos.

A campanha ainda não começou, mas em um cenário polarizado em que cada voto conta, o uso da Justiça é um ativo que não pode ser ignorado.

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