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A Crunchyroll anunciou oficialmente que mudará a forma como trabalha com a sua loja digital: a partir de agosto, a Crunchyroll Store (indisponível no Brasil) só estará disponível para assinantes dos planos Mega Fan e Ultimate.
Deste modo, diversos itens relacionados a animes famosos — muitas vezes exclusivos — estarão restritos para quem paga o serviço. Na prática, se você consome de outro modo ou apenas lê os mangás, não conseguirá determinadas mercadorias.
De acordo com a plataforma, a nova experiência permitirá trabalhar de forma mais focada e com diversas ações positivas, como lançamentos selecionados, colecionáveis de edição limitada e artigos exclusivos da própria Crunchyroll.
Antes da movimentação, a loja oferece uma Promoção de Verão com produtos com até 50% de desconto. No entanto, há uma pegadinha: alguns são vendidos como “final sale”, o que impede devolução, troca ou ressarcimento — mesmo com defeitos.
A ideia para a venda online surgiu em 2022, quando a plataforma de streaming comprou a varejista Right Stuf. O site já era um velho conhecido dos fãs, justamente por centralizar diversos itens relacionados aos animes mais famosos.

Porém, nos últimos 4 anos essa aquisição causou muitas polêmicas. Desde a compra, o público notou um estoque reduzido, preços cada vez mais altos e a possível construção de um monopólio em torno da temática.
Com a atual decisão, colecionadores já usam as redes sociais para reforçar o viés negativo daquilo em que a Crunchyroll Store se transformou.
Para fins informativos, a Right Stuf tinha sido fundada em 1987 e passou por todas as grandes febres da indústria: Dragon Ball, Naruto, One Piece, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- e muitas outras.
Ao longo dos anos, sua reputação cresceu a ponto de se tornar a maior loja online para quem buscava figuras de ação, jogos, Blu-rays, mangás, itens colecionáveis e mais artigos baseados em diversas obras.
Agora como subsidiária da Crunchyroll, ela venderá todas estas mercadorias apenas para quem assina o serviço — e para as versões mais caras, é importante notar. Isso aumentou a frustração dos fãs, que terão um espaço a menos para comprar o que amam.
Não foi divulgado se a movimentação é apenas uma “contenção de danos” ou se faz parte de uma estratégia maior, já que estudos apontam que animes hoje são tão populares quanto esportes. Forçar esse público a assinar seu serviço para comprar produtos pode ser uma visão, assim como um grande “tiro no pé”.
Enquanto a loja restringe, os animes buscam se expandir cada vez mais. O filme live-action de Naruto começa “busca ninja” por atores que viverão os grandes heróis da obra em Hollywood.
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