Estranhos ‘cristais do espaço-tempo’ podem dar origem a pequenos buracos negros

Quando pensamos num buraco negro, provavelmente imaginamos algum vasto titã cósmico, consumindo avidamente qualquer matéria que tenha a infelicidade de cair sob a sua influência gravitacional. Pensando mais profundamente, provavelmente imaginamos esta fera cósmica voraz se formando a partir do colapso explosivo do núcleo de uma estrela massiva. Talvez até imaginemos um buraco negro supermassivo no coração de uma galáxia, formado a partir de uma infinidade de fusões entre buracos negros mais pequenos e atingindo massas milhões ou mesmo milhares de milhões de vezes a do Sol.

Contudo, por mais precisa que seja esta imagem, muitos cientistas há muito que suspeitam que é apenas a ponta do buraco negro iceberg, representando uma única classe de “buracos negros astrofísicos”. Estes investigadores teorizam que os buracos negros também podem formar-se em tamanhos muito mais diminutos que não requerem a existência e morte de estrelas massivas ou pares anteriores de buracos negros. Em particular, muitos cientistas pensam que pequenos buracos negros, com massas tão pequenas como a de um asteróide de tamanho médio, poderiam ter-se formado directamente a partir de flutuações de densidade na matéria quente e densa que enchia o cosmos momentos depois do Big Bang. Esses objetos permaneceram hipotéticos, pois a evidência de sua existência se mostrou ilusória. No entanto, isso não impediu os investigadores de pensar em buracos negros não astrofísicos e nas rotas para a sua formação.

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