Fãs de remasters buscam emoções que jogos atuais não transmitem, diz estudo

Fãs de remasters buscam emoções que jogos atuais não transmitem, diz estudo – Canaltech

Um estudo da Universidade de Portsmouth buscou entender o apelo das remasterizações (ou remasters) de jogos antigos para jogadores mais velhos, numa tentativa de explicar porque algumas delas funcionam e outras não.

A pesquisa mirou, então, em gamers nascidos nas décadas de 1980 e 1990, que já sentem saudades dos jogos da infância e buscam sanar essa nostalgia em algum lugar. A indústria, sabendo disso, vem trazendo clássicos de volta há algum tempo: nem todas as remasterizações, no entanto, são iguais.

O que torna um remaster bom?

Segundo os pesquisadores britânicos, a nostalgia é um fator chave na satisfação dos gamers com jogos retrô, e a nostalgia em si foi dividida entre duas categorias: “Restaurativa” e “Reflexiva”.


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A categoria restaurativa é focada em reconstruir o passado no presente. Um exemplo de jogo que faz isso é o Blizzard Arcade Collection, que dá aos jogadores a oportunidade de experimentar as versões originais dos jogos antigos do estúdio com efeitos visuais que imitam as velhas telas de TV: é uma “recriação” do passado.

A Blizzard Arcade Collection é um bom exemplo de nostalgia restaurativa, onde o objetivo é reviver o passado
A Blizzard Arcade Collection é um bom exemplo de nostalgia restaurativa, onde o objetivo é reviver o passado “como ele era” (Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação)

Já a nostalgia reflexiva aceita que o passado é irrecuperável, concentrando-se mais em trazer de volta os sentimentos que os jogadores tinham na época em que jogavam. Shovel Knight é um bom exemplo de jogo da categoria, já que, mesmo sendo mais recente, inspira-se em games de NES para trazer a sensação de estar jogando algo da época.

Apesar da nostalgia ser bastante explorada para chamar a atenção dos jogadores, nem todos os games conseguem o feito, no entanto. Os pesquisadores usaram o exemplo de Croc: Legend of the Gobbos, que teve um impacto emocional menor nos jogadores do que outros relançamentos, como Spyro Reignited.

Em Croc, a remasterização abandonou as texturas pixeladas e escolheram pela reinterpretação do título ao invés da recriação fiel. O estudo afirma que o impacto emocional nos gamers foi menor, já que a ilusão de profundidade foi perdida e as texturas acabaram parecendo mais “planas” do que as originais.

Sem a reimaginação de cenários e fases, os aspectos ultrapassados do jogo ficaram mais evidentes, deixando os jogadores desinteressados. Caso o jogo tivesse aderido à nostalgia reflexiva, segundo os pesquisadores, teria provavelmente feito mais sucesso: o foco teria de ser na recriação da experiência de jogar o original, e não no simples retorno fiel ao que o jogo era.

Quem, afinal, nunca ouviu um gamer dizer “na minha memória, o jogo era assim à época” após jogar uma remasterização? A nostalgia, por si só, não garante o sucesso, mas sim o modo como é usada, concluiu o estudo: entender a psicologia por trás do conceito é importante para que os remasters consigam reavivar as emoções do passado nos jogadores com eficiência.

Leia a matéria no Canaltech.

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