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Para celebrar o arco final do anime homônimo, My Hero Academia: All’s Justice foi lançado como o jogo definitivo dos super-heróis japoneses. E, comparado aos títulos anteriores, este é, de fato, a experiência que mais oferece conteúdo aos fãs.
O título de luta 3D, também conhecido como “arena fighter”, tem como objetivo acompanhar os últimos passos de Deku, Dynamight, Shoto e dos demais alunos da sala 1-A da U.A. High School contra a ameaça da União dos Vilões — com All for One, Tomura Shigaraki e Dabi na linha de frente.
Ainda que esteja em clima de encerramento, várias novidades são implementadas neste capítulo: um ambiente de mapa aberto, missões extras, desafios e um alto nível de personalização. No entanto, isso é o suficiente para se autoproclamar “Plus Ultra”? Na verdade, não.
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Prós
Contras
A batalha final entre Shigaraki e Deku ganha forma dentro do jogo como um “grande espetáculo”. Com um elenco diverso, mapa aberto para exploração e diversos recursos, o título brilha aos olhos à primeira vista.

Maior e melhor que os anteriores, da linha One’s Justice, ele quer fechar a linha com chave de ouro. E, por muitas vezes, você sentirá que é exatamente o que precisava — a “obra-prima” dessa narrativa que conquistou o mundo.
As lutas impressionam, para começar. My Hero Academia: All’s Justice tem um equilíbrio sólido como arena fighter e entrega uma qualidade de gameplay similar ao visto em outras adaptações — como os títulos de Demon Slayer e Naruto.
Cada embate permite selecionar até 3 personagens, que podem executar combos que se interconectam e deixam as batalhas mais explosivas. Além disso, com todos do elenco em seu “poder máximo”, o quesito visual vira um show à parte.
Somado ao apelo visual, temos os gráficos em cel-shading que se adequam perfeitamente ao desenho animado e que não abusam do hardware. Isso abre espaço para elementos insanos na tela e sem queda de performance, o que, misturado às onomatopeias, traz uma fidelização ao clima das HQs.
“Em diversos momentos, você sente que está vendo o anime e não dentro de um jogo baseado nos episódios finais da obra” – Diego Corumba
A chegada do mapa aberto a My Hero Academia: All’s Justice também chama a atenção, com áreas exploráveis e que estão repletas de referências, missões e crimes para os jovens encararem. Uma homenagem digna ao mundo do anime, que merecia uma experiência do gênero.
Entre os momentos marcantes estão as individualidades de cada herói. É possível se pendurar pelos prédios, como o Homem-Aranha, com o Black Whip de Deku; assim como pular mais alto e longe com a Uravity. Quer velocidade? Tem o Ingenium, que chega em qualquer lugar em um instante.

Neste aspecto, a Bandai Namco traz ao título o pacote completo de diversão e entretenimento baseado no anime homônimo e seu universo. Com um modo versus e uma história que se divide em várias batalhas emblemáticas, é um prato cheio para qualquer fã.
Porém, não adianta estar com o prato cheio e o alimento não ter substância, certo? Se a direção do game carrega grandes ideias e que abrilhantam o título, a sua execução torna a experiência extremamente frustrante.
O modo história começa na batalha final entre os heróis e vilões, o que ocupa aproximadamente 20 episódios de toda a trama. Ou seja, é muito curto e você zera ele em uma tarde tranquilamente.
“Qualquer jogo de luta é rápido assim” e é uma afirmação correta. No entanto, com uma narrativa tão rica, se segurar em apenas alguns poucos capítulos decepcionou. E por falar em tristeza, o vilão Spinner aparece apenas como um chefão NPC e não é possível selecioná-lo nas demais modalidades.
O mapa aberto de My Hero Academia: All’s Justice também vai te deixar para baixo, eventualmente. Ele é minúsculo e funciona mais como um “hub interativo” do que uma área explorável. As missões que ele oferece, ainda por cima, te levam para uma sequência de diálogos e batalhas “vazias”.

O sentimento que fica é que o jogo te oferece muito e entrega pouquíssimo. Todas as novidades são boas e o próprio game de luta funciona extremamente bem. No entanto, o que realmente faz o público ir atrás dele é escanteado com opções limitadas e um incentivo baixíssimo.
A única coisa que realmente motiva a continuar a explorar todos seus modos e funções é desbloquear os itens personalizáveis e reunir toda a sala 1-A no mapa aberto — para ver como seus poderes ajudam a explorar o lugar. De resto, não dá para se dizer que a aventura compensa o valor e seu tempo.
No fim da história, My Hero Academia: All’s Justice faz bem mais que os jogos anteriores, mas os pontos nos quais se destaca são meros “aperitivos” que nunca convencem de seu verdadeiro potencial.
Em termos comparativos, Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4 fez muito mais pelo público em 2016 do que MHA faz pelos fãs hoje — 10 anos depois. Os fãs de verdade vão se decepcionar e os jogadores comuns não têm nada que os atraía para a experiência, o que é triste.
“Exceto pelas lutas agradáveis, de resto não muito se salva para segurar as pontas de My Hero Academia: All’s Justice” – Diego Corumba
Com um fim “amargo”, ele mostra que a obra merecia uma homenagem melhor para o seu encerramento. Eles não celebram sequer o histórico da saga com seus estágios, são apenas 9 disponíveis e nem todos trazem cenários baseados nos conflitos finais.












Recomendo adquirir apenas se você for muito fã da saga, mas espere por uma promoção para ter My Hero Academia: All’s Justice. Por entre R$ 250 e R$ 350, ele pode te frustrar bastante e causar uma impressão ruim se está com as emoções à flor da pele por causa do fim do anime e do mangá.
Leia a matéria no Canaltech.