Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Os agentes de fronteira são a nova aposta para automatizar tarefas complexas do dia a dia. A tecnologia se concentra em agentes de IA que operam sem intervenção humana e “sem parar”, com controles para revisar as ações propostas pela ferramenta.
A seguir, tire as seguintes dúvidas:
Agentes de fronteira são uma evolução dos agentes de IA para realizar múltiplas tarefas complexas simultaneamente, sem interação do usuário, que busca solucionar as seguintes lacunas:
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Além de oferecer mais autonomia e escalabilidade, o usuário possui controle para aprovar ou não os ajustes sugeridos pelo agente.
Conforme observou o head de arquitetura da AWS Brasil, Luís Liguori, ao Canaltech, um agente é um modelo autônomo que combina um “cérebro” (modelo de linguagem) com “braços e pernas” (capacidade de tomar ações em sistemas reais).
Neste caso, os agentes de fronteira conduzem jornadas completas, mantêm contexto por mais tempo, registram o histórico do que foi feito e usam a memória ampliada para tomar decisões mais coerentes ao longo de todo o fluxo.
A solução roda em ambientes mais robustos, com suporte a execuções longas e paralelas, e se apoiam em camadas de memória capazes de armazenar tanto o estado atual da tarefa quanto aprendizados de sessões anteriores.
Ao mesmo tempo, o funcionamento dos agentes de fronteira é cercado por mecanismos de controle. Além das políticas, que definem o que o agente pode ou não fazer, os usuários conseguem aprovar as decisões propostas antes de serem aplicadas de fato.
A principal diferença entre as duas abordagens está na escala de autonomia:
Ou seja, em vez de operar apenas como “executores de comandos”, os “frontier models”, como são chamados em inglês, funcionam como um sistema capaz de planejar, agir, revisar e continuar trabalhando por dias, semanas e mais.
Outra distinção central é a capacidade de aprendizado contínuo. Com a nova abordagem, a combinação entre o tempo maior de execução e a capacidade de memória ampliada memória permite acumular histórico, correlacionar eventos e aplicar aprendizados de sessões anteriores.
Para explicar o funcionamento e a diferenças entre cada tipo de agente, a líder de gestões de soluções para clientes para AWS Brasil, Fernanda Spinardi, utilizou a plataforma de desenvolvimento de software Kiro como exemplo.
O Kiro funciona como um ambiente de desenvolvimento integrado conversacional: foi desenhado para devs, mas também permite que pessoas sem formação técnica criem aplicativos por meio de uma interface em linguagem natural. Nesse modelo, o usuário responde perguntas, define checkpoints e valida cada etapa.
“Ele quebra a minha tarefa complexa em várias tarefas, vai pensando em como vai resolver cada uma delas, começa a fazer essa execução, mas vai interagindo comigo”, explica ao CT.
Com o modelo de fronteira, o agente consegue “caminhar” sozinho entre as etapas. Em vez de interromper o fluxo para solicitar novas instruções do usuário, ele infere mais decisões a partir do contexto e reaproveita os aprendizados para seguir adiante.
“Não é que não era autônomo e agora virou”, observou Spinardi. “Estamos ampliando a escala de autonomia para que os agentes possam cada vez mais tomar essas ações de forma controlada, mantendo a visibilidade do processo, sem precisar confirmar a todo momento.”
Leia mais:
Leia a matéria no Canaltech.