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As nuvens fazem parte do nosso cotidiano e estão diretamente relacionadas ao clima, indicadoras valiosas das condições atmosféricas. Saber identificar os tipos de nuvens mais comuns ajuda a entender os fenômenos do tempo e prever mudanças, como a chegada da chuva ou de uma frente fria.
Em entrevista ao Canaltech, o meteorologista Olívio Bahia do Sacramento explicou como as nuvens podem ser classificadas de acordo com a altitude:
Ele ainda destaca a temida Cumulonimbus, uma nuvem de enorme desenvolvimento vertical.
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“Tem sua base nos níveis baixos e pode alcançar mais de 15 mil metros de altitude”, explica.
A seguir, entenda como reconhecer cada uma dessas formações no céu.

Os cirrus são nuvens altas, localizadas acima dos 6 km de altitude. Apresentam formato alongado, aspecto delicado e cor branca brilhante, como fios de seda. Não provocam chuva, mas sua presença pode indicar mudanças no tempo nas próximas 24 a 48 horas.

Essas nuvens aparecem como pequenas ondulações, lembrando escamas de peixe. São brancas, finas e estão em altitudes elevadas. Não causam precipitação, mas podem indicar turbulência ou instabilidade atmosférica.

Formam um véu fino e esbranquiçado que cobre grande parte do céu, sem ocultar totalmente o Sol ou a Lua. São responsáveis pelo fenômeno óptico conhecido como halo. Indicam aumento da umidade e, frequentemente, antecedem frentes frias.

Localizadas em altitudes médias (entre 2 e 7 km), essas nuvens se apresentam como flocos arredondados, brancos ou acinzentados. São compostas por gotículas de água superesfriadas, podendo conter cristais de gelo. Quando vistas pela manhã, podem indicar a possibilidade de tempestades ao longo do dia.

São nuvens médias em forma de camada, de cor cinza ou azulada, que cobrem grande parte do céu. O sol aparece como um disco difuso por trás delas. Indicam aumento da nebulosidade e costumam preceder chuvas leves e contínuas.

Essas nuvens são baixas, uniformes e de coloração cinza. Quando muito próximas ao solo, são chamadas de nevoeiro. Podem provocar chuviscos leves (garoa) e geralmente indicam ar estável e úmido.

Formam um lençol de nuvens com áreas claras e escuras, com aparência de blocos ou rolos. Estão em baixas altitudes e raramente causam chuva significativa. São comuns em dias nublados e indicam pouca variação no tempo.

Essas nuvens têm cor cinza-escura, são espessas e cobrem todo o céu de maneira uniforme. São responsáveis por chuvas contínuas e de intensidade moderada. Sua presença indica tempo fechado e úmido.

São as clássicas “nuvens de algodão”, com contornos bem definidos e formato de couve-flor. Aparecem em dias ensolarados e, quando isoladas, indicam bom tempo. No entanto, podem crescer verticalmente e evoluir para tempestades em condições de instabilidade.

Imponentes e verticais, essas nuvens são responsáveis por tempestades, raios, ventos fortes, granizo e até tornados. Têm base escura e topo em forma de bigorna, que pode alcançar até 20 km de altura. São compostas por gotículas de água, cristais de gelo e, em seu topo, lembram cirrostratus.
Observar o céu é uma maneira prática e fascinante de entender o clima. Ao aprender a identificar os diferentes tipos de nuvens, é possível prever mudanças no tempo e se conectar mais com os fenômenos naturais. Da próxima vez que olhar para cima, tente nomear as nuvens, já que o céu tem muito a ensinar.
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