Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Quem diria que um dos setores que mais precisa de investimento em estúdios de games é o de segurança? Recentemente, a Rockstar sofreu com um ataque hacker. Embora nenhuma informação importante de GTA 6 tenha sido vazada por enquanto, diversas informações relacionadas ao GTA Online foram a público após a produtora se recusar a pagar o resgate dos dados.
Não é apenas a Rockstar que sofreu com ataques hackers massivos. Grandes empresas como a Insomniac Games e a The Pokémon Company também sofreram com vazamentos do tipo no passado. Diferente do caso da desenvolvedora de GTA 6, ambas as produtoras tiveram informações importantes reveladas, incluindo o roadmap de próximos jogos, ativos de desenvolvimento e documentos.
Ou seja, além do vazamento de dados convencionais, como informações privilegiadas adquiridas por jornalistas ou informantes, a indústria tem que se preocupar com roubos de dados massivos, que prejudicam ainda mais do que um simples rumor publicado no Reddit ou no X.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Passaremos por seis casos de ataques hackers contra estúdios de videogames que ficaram famosos nos últimos anos, seja por vazarem uma quantidade absurda de dados ou por mexerem com grandes peixes da indústria.
Nem o jogo do ano de 2020 pelo The Game Awards escapou do vazamento de dados. Apesar de não ser tão crítico e massivo quanto outros casos desta lista, o ataque hacker que atingiu The Last of US Parte II em abril daquele ano teve um impacto ainda maior ao escancarar a cultura extrema de crunch na qual o estúdio trabalhava para entregar suas megaproduções. A prática virou uma das principais pautas na época, enquanto fãs do primeiro jogo da franquia evitavam spoilers e vazamentos do ataque.

Trechos de gameplay, fases e spoilers massivos da história do jogo foram vazados. Segundo reportagens da época, os hackers conseguiram acessar 1 TB de informações por meio do código-fonte de jogos antigos, como a trilogia Uncharted e o primeiro The Last of Us. Houve boatos de que um ex-funcionário teria promovido o vazamento, rumor desmentido pela Sony posteriormente.
A coisa esquentou para a Capcom em 2020. Diferente de The Last of Us Parte II, que sofreu um ataque hacker limitado apenas ao jogo da Naughty Dog, a empresa japonesa enfrentou um ataque de ransomware massivo que afetou 1 TB de dados em diversas frentes. Na época, a produtora informou que dados como nome, e-mail e telefones de 134 mil usuários japoneses do serviço de suporte poderiam estar em risco, bem como informações de 14 mil clientes da loja da Capcom nos Estados Unidos.

O estrago seguiu com a possibilidade de comprometer dados de 40 mil acionistas e 28 mil ex-funcionários. O ataque também afetou dados de vendas, informações de parceiros de negócios, documentos comerciais e de desenvolvimento. Diversos jogos e projetos da Capcom foram expostos, como detalhes de Resident Evil Village, Street Fighter 6 e Dragon’s Dogma 2.
No fim, a Capcom confirmou que mais de 390 mil pessoas foram afetadas pelo ataque e que informações financeiras e relatórios de vendas foram comprometidos. O grupo responsável pelo ransomware, o Ragnar Locker, foi derrubado pela Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol) quase três anos depois do vazamento.
A CD Projekt RED foi outra produtora afetada por ataques de hackers nos últimos anos. A empresa polonesa passou por dois vazamentos desde 2021. Alguns meses depois do desastroso lançamento de Cyberpunk 2077, a CD Projekt RED sofreu com um ataque de ransomware no qual um grupo de hackers criptografou alguns computadores da produtora e roubou dados como códigos-fonte de The Witcher 3, Cyberpunk 2077 e até mesmo Gwent.

Este vazamento ganhou um escopo maior em junho de 2021, com dados de atuais e antigos funcionários da CD Projekt RED possivelmente circulando online. Na ocasião, a polonesa acionou as autoridades locais e internacionais, como a Interpol e a Europol, para tratar do caso que até hoje segue em aberto.
O vazamento da Insomniac Games no fim de 2023 foi um dos casos que mais causaram comoção entre os jogadores. O estúdio sofreu uma invasão hacker na qual foi pedido o resgate de US$ 2 milhões para informações confidenciais sobre projetos da desenvolvedora não serem divulgadas. Todos os planos da Insomniac Games até 2030 foram revelados na ocasião, incluindo detalhes, gameplay e a data de lançamento de Marvel’s Wolverine.

Também foi revelado que o estúdio estaria trabalhando em um spin-off de Marvel’s Spider-Man baseado no Venom, bem como em um terceiro título da franquia. Ao todo, 1,67 TB de dados foi comprometido pelo ataque de ransomware e divulgado online. Um jogo chamado Marvel’s X-Men estaria agendado para chegar em 2030, enquanto uma nova entrada de Ratchet & Clank também estaria nos planos da Insomniac, conforme o vazamento.
Em outubro de 2024, foi a vez de a The Pokémon Company e a Game Freak confirmarem uma violação de dados. O ataque hacker expôs mais de 2,6 mil informações pessoais de funcionários, décadas de documentos de Pokémon, arquivos financeiros e de desenvolvimento, além de códigos-fonte, entre outros dados.

Entre todo este material, estavam Pokémon cortados de jogos anteriores, vários projetos não anunciados, concept arts e lores bizarras de Pokémon (sim, estou falando de você, Typhlosion), bem como detalhes sobre o já anunciado Pokémon Legends: Z-A, como ilhas geradas proceduralmente. O vazamento ficou conhecido como Teraleak.
Ao todo, 1 TB foi vazado e gerou resíduos até o ano passado. Pokémon Legends: Z-A foi um dos projetos da Game Freak que mais sofreram. Isso porque detalhes como um suposto orçamento de US$ 12,1 milhões e assets 3D foram a público e causaram polêmica entre os jogadores. Embora nenhuma dessas informações estivesse contextualizada, foi o suficiente para choverem críticas sobre o estado atual da franquia nos jogos.
Nem mesmo o jogo mais aguardado de todos os tempos escapou dos hackers. Em 2022, o grupo de cibercriminosos conhecido como Lapsus$ vazou dezenas de vídeos de gameplay e imagens de desenvolvimento de GTA 6. O grupo estava envolvido com invasões a várias outras empresas, como Uber e Nvidia.

Arion Kurtaj, um dos responsáveis pelos vazamentos, foi condenado à prisão hospitalar por tempo indefinido no Reino Unido no ano seguinte. Mesmo preso, o hacker voltou aos holofotes este ano após supostamente contrabandear um celular e sugerir que o código-fonte de GTA 6 está em posse de alguém.
Em abril de 2026, a Rockstar voltou a ser atacada por hackers, desta vez pelo grupo ShinyHunters, que teria roubado dados por meio de um provedor de nuvem e ferramentas de métricas utilizadas pela produtora. A dona de GTA 6 se recusou a pagar um resgate e afirmou que os dados vazados não devem comprometer jogadores ou o desenvolvimento de projetos da casa. Até o momento, apenas informações sobre GTA Online e Red Dead Online foram compartilhadas pelo grupo.
Além de todos os jogos e empresas mencionados acima, diversas outras produtoras e empresas relacionadas aos games sofreram ataques de hackers nos últimos seis anos. Este é o caso do Discord, que sofreu um vazamento de dados de milhões de usuários.
Está bem claro que mesmo as grandes empresas não estão conseguindo se defender de novos ataques cibernéticos. Estamos falando de Pokémon e GTA, franquias de alguns dos maiores conglomerados do mundo que, ainda assim, sofrem com sequestros de ransomware e outros tipos de vazamentos.
Veja abaixo os 6 maiores ataques hackers da história dos videogames:
Leia a matéria no Canaltech.