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Se você tem pouco tempo para jogar, mas uma vontade insaciável de “só mais uma rodada“, provavelmente já caiu nas garras de um roguelike. O gênero, que antes era nicho para jogadores masoquistas em telas de texto ASCII, explodiu e se tornou o refúgio perfeito para quem busca adrenalina concentrada em 20 ou 30 minutos.
Mas, antes da lista, vamos dar nome aos bois: o que diabos define um jogo como roguelike?
Para os puristas, um “Roguelike de verdade” segue a Interpretação de Berlim, da Conferência Internacional de Desenvolvimento de Roguelikes (2008): turnos, grade (grid), morte permanente e mapas aleatórios. No entanto, a indústria evoluiu para o que chamamos de Roguelite.
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A diferença? O Roguelite geralmente é em tempo real e permite que você compre melhorias permanentes entre as mortes (chamada de progressão meta), tornando a próxima tentativa um pouco menos impossível. Para esta matéria, selecionamos o melhor dos dois mundos, focando em títulos que respeitam seu tempo, mas ainda fritam seu cérebro (no bom sentido).

Esqueça o que você sabe sobre pôquer. Balatro é um “pôquer roguelite” onde você trapaceia para vencer a banca. O objetivo é simples: fazer pontos suficientes para passar de fase usando mãos de cartas clássicas do jogo de cartas. A magia está nos Coringas: cartas especiais que multiplicam seus pontos de formas absurdas.
É o tipo de jogo que você abre para “jogar 5 minutinhos” e, de repente, percebe que o sol nasceu. A jogabilidade é puramente matemática e sinergia; quando você consegue um combo que faz os números explodirem na tela, o nível de satisfação é quase ilegal.

A Supergiant Games conseguiu o impossível: superar o primeiro título. Em Hades II você controla Melinoë, a princesa do submundo e irmã de Zagreus, em uma missão para derrotar o titã do tempo, Cronos. O combate é fluido, rápido e visualmente deslumbrante, mantendo a estrutura de “salas” que recompensa cada tentativa com pedaços da história.
O que o torna viciante é como a narrativa avança mesmo quando você morre. Cada derrota é uma oportunidade de conversar com deuses do Olimpo e outros NPCs e melhorar seus feitiços. É a mistura perfeita de ação frenética e uma “novela” grega de altíssima qualidade, diferente o suficiente do antecessor para se sagrar como uma ótima sequência.

Esse é o jogo que provou que “menos é mais”. Em Vampire Survivors, você só se preocupa em andar; o personagem ataca sozinho. Você enfrenta hordas de milhares de monstros simultaneamente enquanto coleta gemas para subir de nível e escolher novas armas.
As partidas duram exatamente 30 minutos (se você sobreviver), o que o torna o companheiro ideal para pausas. A dopamina liberada ao ver centenas de inimigos explodindo com um simples toque de um chicote ou um círculo de alho é o que mantém esse jogo no topo das listas até hoje.

O rei indiscutível dos deckbuilders. Você escolhe um personagem e sobe uma torre enfrentando monstros em combates de cartas por turno. O equilíbrio é perfeito: cada carta importa, e cada relíquia encontrada pode mudar completamente sua estratégia.
Com a chegada da sequência em 2026, uma das mais esperadas do ano, a fórmula foi refinada com novos mecanismos, mas o original continua sendo um essencial do gênero. É um jogo de xadrez mental onde o “azar” muitas vezes é apenas uma estratégia mal planejada. Extremamente punitivo, mas bastante recompensador nas vitórias.

Imagine o Vampire Survivors, mas com uma batata armada até os dentes e arenas fechadas que duram menos de 60 segundos por onda. Brotato foca em “builds” extremas. Você pode ser uma batata que ataca com 6 lança-chamas ou uma que recupera vida toda vez que apanha.
A rapidez entre as ondas faz com que você nunca sinta que perdeu tempo: se você morrer na onda 19 de 20, a vontade imediata é recomeçar para ajustar aquele pequeno erro na loja de itens e voltar com tudo para arrebentar os inimigos de uma vez por todas.

Desenvolvido pelos criadores de FTL, este é um roguelike tático minimalista. Você controla robôs gigantes tentando salvar cidades de insetos colossais. O diferencial? O jogo te mostra exatamente o que o inimigo vai fazer no próximo turno.
Sua missão não é apenas matar, mas gerenciar o dano colateral. Cada partida parece um quebra-cabeça de alta intensidade que pode ser resolvido em 15 minutos. É puramente estratégico e não depende de reflexos, sendo ideal para jogar no celular. Ele, inclusive, está no catálogo de jogos grátis da Netflix.

O “Rogue-Litevania“. Ele combina a exploração de um Metroidvania com a estrutura de um roguelike: o combate é extremamente rápido e exige precisão. A cada morte, você usa as “células” coletadas para liberar novas armas que aparecerão aleatoriamente nas próximas tentativas.
A sensação de movimento em Dead Cells é considerada por muitos a melhor do gênero. É um jogo sobre velocidade e adaptação, onde você se sente um mestre da espada em um minuto e um amontoado de gosma no outro: como um roguelike de respeito, o foco está em ser preciso e habilidoso ao máximo para vencer.

Uma joia indie que usa estética retrô e mecânicas de bullet hell. É rápido, tem uma variedade insana de armas e itens, e cada “sala” é vencida em segundos. O sistema de progressão é direto e as sinergias entre os atributos (força, destreza, inteligência) são fáceis de entender, mas difíceis de dominar.
A simplicidade visual esconde uma profundidade mecânica surpreendente. É o jogo perfeito para quem sente falta da era 8-bits, mas quer a sofisticação dos sistemas modernos.

Este jogo substitui o combate por uma máquina de caça-níqueis. Você precisa pagar o aluguel, e sua única forma de ganhar dinheiro é girando a roleta. A cada rodada, você adiciona novos símbolos ao seu caça-níquel que interagem entre si (como um gato que come um rato para dar mais moedas).
É como um experimento social sobre vício e probabilidade. Não há história, apenas o desespero de conseguir as 777 moedas necessárias para não ser despejado pelo senhorio. Estranhamente terapêutico e absurdamente viciante.

Um clássico atemporal que define “partida curta“. Você controla um jovem que cai em um poço usando “botas-pistola”: só é possível atirar para baixo para retardar sua queda e matar inimigos. O jogo usa apenas três cores e três botões, mas a profundidade do sistema de combos é incrível.
Uma partida inteira pode durar 2 minutos ou 10, dependendo da sua habilidade. É o teste definitivo de reflexo e gerenciamento de recursos sob pressão.
Seja você um estrategista de poltrona ou um viciado em adrenalina, esses 10 jogos provam que o fracasso nunca foi tão divertido. Qual será a sua próxima “última rodada“?
Leia a matéria no Canaltech.

