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A empresa britânica de prevenção de fraudes Cifas fez uma pesquisa em empresas do Reino Unido e descobriu números alarmantes: segundo seus resultados, 1 funcionário a cada 8 afirmou já ter vendido o acesso ao seu login na empresa onde trabalha ou conhece alguém que fez isso.
Isso são 13% dos trabalhadores britânicos, sendo que a mesma proporção acredita que vender o acesso é justificável, segundo o relatório publicado pela empresa, chamado Workplace Fraud Trends (Tendências de Fraude no Ambiente de Trabalho, em tradução livre). As justificativas em questão, no entanto, não foram apresentadas.
Você deve estar imaginando que os chefes ficaram chocados com os números, não é mesmo? Pois saiba que quanto mais alto na cadeia de comando corporativa, menos negativa é a visão acerca da venda do acesso. Segundo a Cifas, 32% dos gerentes não vê problema no ato, bem como 36% dos diretores e 43% dos executivos de alto escalão.
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Curiosamente, 81% dos próprios donos de empresas acham justificável vender credenciais. Embora a Cifas não tenha dado as justificativas, a empresa afirmou que já ouviu algumas no passado: os motivos vão de problemas financeiros e crença de que “é só uma inofensiva vez” à confiança de que o funcionário não será pego, bem como descontentamento com o trabalho.
Os setores com maior concentração de “justificadores” são TI e telecomunicações, mostrando a maior tolerância à fraude da pesquisa. Os cenários apresentados na pesquisa vão de venda de login a trabalhos clandestinos para empresas rivais, referências fraudulentas no currículo, fraude de gastos e afins.
Embora a venda de acesso a sistemas tenha sido uma das fraudes menos comuns abordadas na pesquisa, os números são grandes. Os dados são exclusivos do Reino Unido, mas é seguro presumir que os números não seriam muito diferentes em outros países: é o primeiro ano em que a Cifas realiza a pesquisa, então não há um parâmetro de comparação, mas acredita-se que a tendência cresceu em relação aos anos anteriores.
A Diretora de Aprendizado da Cifas, Rachael Tiffen, afirmou em comunicado que as organizações precisam estar mais cientes sobre a disposição dos funcionários em vender os dados da companhia. Os resultados da pesquisa mostram que é necessário criar uma cultura anti-fraude nas companhias, fazendo todos entenderem seu papel e responsabilidade, bem como consequências de suas ações.
Leia a matéria no Canaltech.

