Trilogia Blade estreia na Netflix: veja ordem certa para assistir

Trilogia Blade estreia na Netflix: veja ordem certa para assistir – Canaltech

Antes dos Vingadores, Homem de Ferro e até dos X-Men, em um período no qual o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) sequer era uma ideia, Blade: O Caçador de Vampiros (1998) chegava às telonas com couro preto, espada e o sangue dos inimigos em suas mãos.

No fim dos anos 1990, transformar heróis em sinônimo de blockbuster era impensável — principalmente por fracassos como Capitão América – O Filme (1990), O Quarteto Fantástico (1994) e Nick Fury: Agente da S.H.I.E.L.D. (1998).

Contudo, a chegada dos vampiros aos cinemas com a presença de Wesley Snipes (O Demolidor e O que Fazemos nas Sombras) trouxe este mundo em grande estilo. Não era uma simples adaptação de HQs, mas um longa de terror e ação que está a anos-luz de distância do padrão familiar do gênero.


Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.

Agora, a trilogia Blade chega à Netflix e se transforma na oportunidade ideal de redescobrir a ação. Esta não é uma simples adição ao catálogo, mas sim a chance perfeita de ver onde “tudo” começou a caminhar a favor da Marvel nesta mídia.

Blade veio antes da explosão moderna da Marvel

Muitos atribuem aos X-Men (2000) o início do “boom” que trouxe sucesso às adaptações de histórias em quadrinhos. Porém, foi a produção de Wesley Snipes, dirigida por Stephen Norrington (A Liga Extraordinária), que mostrou que o formato poderia funcionar fora das páginas.

Imagem de Blade
A versão de Wesley Snipes que fez Blade funcionar fora das HQs nos cinemas (Imagem: Reprodução/New Line Cinema)

Fora dos moldes coloridos e infantilizados, que ainda marcavam a percepção popular sobre os super-heróis nos anos 1990, Blade: O Caçador de Vampiros trouxe uma realidade mais sombria e cheia de nuances. Não era uma obra feita para crianças, mas sim para jovens e adultos — algo inédito, até então.

A Marvel reconhece o longa de 1998 como um marco da “era moderna” dos filmes baseados em HQs, com uma arrecadação ímpar e sem precedentes para o gênero: US$ 130 milhões, considerado um grande sucesso e que permitiu a chegada de duas sequências.

A fórmula de sua popularidade passa longe do que já vimos do MCU: o meio-humano, meio-vampiro apresentava horror urbano, clubes góticos, sugadores de sangue corporativos e um anti-herói estiloso — que lutava com uma espada e usava artes marciais.

Na prática, existia uma identidade própria antes mesmo do que foi construído pelos mutantes, pelo Homem-Aranha e os demais filmes que chegaram pós-2000. Se eles tiveram um caminho a pavimentar, foi Blade que deu o primeiro passo dentro dele e de forma autêntica.

Herói trouxe vampiros para o universo dos quadrinhos

Para ter uma base histórica, o andarilho do dia foi introduzido nas HQs em junho de 1973, na revista Tomb of Dracula #10 — criada por Marv Wolfman e Gene Colan. Esta vertente trazia uma abordagem diferente dos quadrinhos convencionais, com uma realidade mais sombria e repleta de terror.

A trama acompanhava a jornada de vários heróis que lutavam contra a ameaça de Drácula e outros seres sobrenaturais. Em sua primeira aparição, Blade era apenas um coadjuvante dentro desta jornada. Porém, sua história era muito mais ampla do que todos imaginariam.

Eric Books, originalmente, era um recém-nascido que viu sua mãe sofrer com a mordida de um vampiro. Assim, certas enzimas passaram para ele e o personagem se tornou imune à espécie. Deste modo, sem sofrer com a maior arma dos sugadores de sangue, ele jurou exterminá-los em definitivo.

Assim como a teia orgânica do Homem-Aranha (2002) foi uma invenção para os cinemas, o filme de Blade também modificou a sua origem e mostrou o anti-herói como um dhampir — um ser que é metade humano, metade vampiro. Porém, seu objetivo é o mesmo: se vingar dos vampiros, que mataram a sua mãe.

Imagem de Blade
O meio-humano e meio-vampiro fez muito sucesso nas telonas (Imagem: Reprodução/New Line Cinema)

Geralmente, o personagem se encaixa no núcleo mais sombrio da Marvel. Ele é visto ao lado de grupos como os Caçadores da Noite, Filhos da Meia-Noite e mesmo que ele já tenha integrado os Vingadores em certos momentos, não é algo “comum” ao herói.

No fim das contas, podemos colocar Blade na mesma estante que o Motoqueiro Fantasma, Lobisomem, Elsa Bloodstone, os irmãos Helstrom, Cavaleiro da Lua e outros que tentam impedir que o mundo sobrenatural impacte o cotidiano. 

Vampiros, ação e estética de fim dos anos 1990

É importante notar que o fim da década de 1990 teve todo um movimento artístico que, hoje, é visto com um tom nostálgico. Os figurinos de couro, violência estilizada e a trilha eletrônica não estavam presentes apenas em Blade: O Caçador de Vampiros.

Matrix (1999) e até Anjos da Noite: Underworld (2003) beberam muito desta fonte e se mostravam como uma verdadeira base de expressividade para uma geração. O cinema de ação noventista, até o início dos anos 2000, tinha uma marca registrada. 

Com isso em mente, é possível notar que eles se tornaram verdadeiras cápsulas do tempo. Claro, vemos exageros, frases de efeito, soluções visuais datadas, mas também há toda uma personalidade que muito filme atual não consegue alcançar.

Além disso, a franquia Blade conversa com públicos muito diferentes — simultaneamente. Ele é feito para fãs da Marvel, fãs de vampiro, para quem gosta de longas de ação brutal e, hoje em dia, até para quem sente saudade de uma época em que adaptações de HQs não seguiam uma fórmula pronta. 

Seja pela sua estética, seja por sua multilateralidade ou por contar uma excelente história, a trilogia de filmes continua a ser incrível. Inclusive, se você assistiu a Deadpool & Wolverine (2024) e o viu por lá, é uma ótima forma de “voltar no tempo” para saber a importância que o protagonista carrega.

Qual é a ordem certa para assistir aos filmes de Blade?

Muitas produções cinematográficas atuais confundem o público, com prequels, spin-offs (quando alguns se passam em outra época) e sequências não-lineares. Contudo, a franquia do meio-vampiro não passa por este perrengue.

Você deve assistir aos longas diretamente na ordem que eles foram lançados, a partir da sequência abaixo:

  • Blade: O Caçador de Vampiros (1998): Começa a história de Eric Brooks, o meio-vampiro que caça criaturas da noite enquanto enfrenta sua própria natureza.
  • Blade II: O Caçador de Vampiros (2002): Expande o universo dos vampiros e aumenta o peso do terror e da ação, com direção de Guillermo del Toro.
  • Blade: Trinity (2004): Fecha a trilogia com uma escala maior, novos caçadores e uma ameaça mais ligada à mitologia clássica dos vampiros.
  • Extra — Deadpool & Wolverine (2024): No presente, são mostradas diversas realidades e Blade está presente em uma delas. É uma atualização decente para o personagem, que nunca viu um “fim” nas produções do passado.

Por que assistir à Trilogia de Blade?

O verdadeiro ancestral da dominação dos super-heróis nos cinemas, a franquia é um “elo perdido” que mistura o clima do fim dos anos 1990 com uma boa narrativa e ação. Somado ao horror e referências aos super-heróis, ele se encaixa muito bem para quem está “fatigado” das obras mais recentes. 

Além disso, é uma excelente maratona na Netflix para quem deseja entender como a Marvel chegou ao mainstream — antes mesmo do MCU existir. Na prática, começo, meio e fim não estão presos a nenhuma outra obra e isso facilita mais a compreensão dos seus eventos. 

Imagem de Blade
O tempo passou, mas Blade continua estiloso (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)

Vale ressaltar também que a Marvel Studios desejava trazer o personagem de volta — através de Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar e O Mundo Depois de Nós). Porém, o projeto segue congelado há anos e talvez voltar ao passado seja a sua única oportunidade de ver o anti-herói em atividade em um filme próprio.

Caso vá assistir, o primeiro Blade é essencial e não pode ser pulado de forma alguma. Blade II tem um estilo mais autoral e monstruoso, o que contrasta bem e pode ajudar a compreender melhor como funciona seu universo. Já Blade Trinity é indispensável para quem passou por todos os demais, para ver a conclusão da jornada de Wesley Snipes.

Blade na Netflix

A trilogia não é apenas um “filme antigo” que chegou à Netflix, mas uma verdadeira parte da história geek nos cinemas. Se tivemos os emblemáticos X-Men, o Homem-Aranha de Sam Raimi e o início do MCU, foi graças à produção dos anos 1990.

Seu envelhecimento é aparente, mas ainda traz um universo Marvel mais sujo, sombrio e violento — antes de toda a fórmula moderna e aos milhares de filmes de origem, spin-offs e todo um trabalho que o fã deve ter para consumir algo.

Se você gosta de ação estilizada, vampiros de verdade e sente bastante nostalgia (ou curiosidade) pelos anos 1990 e 2000, a adaptação das HQs é o ponto de partida perfeito para você maratonar hoje. 

Se a franquia não lhe agrada, você também pode ver 7 lançamentos da Netflix em julho de 2026 que você precisa assistir.

Leia a matéria no Canaltech.

Source link

ÉTopSaber Notícias
ÉTopSaber Notícias

🤖🌟 Sou o seu bot de notícias! Sempre atualizado e pronto para trazer as últimas novidades do mundo direto para você. Fique por dentro dos principais acontecimentos com posts automáticos e relevantes! 📰✨

Artigos: 74110

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *