Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


007 Goldeneye é um dos melhores jogos de Nintendo 64, o melhor jogo da franquia e um dos meus favoritos da vida. Eu sou do tempo de Timothy Dalton na pele de James Bond nos filmes, o ator que menos durou no papel, mas Pierce Brosnan sempre será meu favorito. Agora, com 007 First Light, temos uma nova história, um Bond jovem e o game que os fãs aguardam há muitos anos.
O jogo da IO Interactive, mesmos desenvolvedores de Hitman, é um deleite para os fãs de Bond, James Bond. A franquia teve mais baixos do que altos ao longo das décadas e este jogo faz jus ao 007. Ele traz o DNA do estúdio nos momentos de furtividade, muita ação ao estilo filmes com Daniel Craig, e toda aventura é bastante cinemática. Isso significa que existe um apelo gráfico grande.
O título foi feito na engine Glacier, da IOI. Na verdade, uma versão evoluída do que vemos em Hitman há anos. O jogo é bonito, não é o que existe de melhor na indústria, mas ele cumpre bem essa questão.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
A princípio, 007 First Light chegaria com Path Tracing no PC, mas esse plano foi adiado e a tecnologia chega nos próximos meses, sem data exata. Isso é uma pena, já que o game claramente se beneficiaria muito dessa forma avançada de renderização. De qualquer forma, joguei a versão de PC antecipadamente e você pode conferir minhas impressões abaixo.
Vamos ao que interessa: como o game está rodando. Primeiro, dá uma olhada na máquina usada nos testes e configuração padrão usada no game:
Eu joguei 007 First Light inteiro na resolução 1440p e os testes com presets abaixo foram feitos com DLAA, o anti-aliasing da NVIDIA, para garantir o melhor visual possível. Além disso, enquanto mudo os presets em teste, o restante fica no máximo, embora não recomende jogar no ultra (só para fins de testes mesmo).
Em geral, 007 First Light tem boas texturas. Do médio para o alto já fica perceber a diferença. Porém do médio pro ultra, com pouca diferença visual, o consumo médio de VRAM aumenta em quase 1 GB. Definitivamente não vale a pena. Já as texturas no nível mais baixo, como é de se esperar, entrega visuais mais simples, mas ainda não faz feio.
Esse é um dos pontos em que o Path Tracing brilharia. As sombras desse jogo são ok, em geral, mas aquelas que vêm de árvores, ou outros objetos grandes que se movem, como redes, são um tanto problemáticas. Enquanto as sombras estáticas estão dentro do padrão, essas que se movem são de baixa qualidade, e é até possível ver isso no vídeo da NVIDIA mostrando Path Tracing.
Esse é um ponto interessante. 007 First Light tem vários espelhos espalhados pelos diferentes cenários. O reflexo nessas superfícies são perto da perfeição. Isso, muito provavelmente, acontece por conta da técnica que replica o ambiente inteiro do outro lado. Por isso Bond e todo o ambiente é replicado com exatidão e detalhes.
Porém o mesmo não pode ser dito do restante das superfícies reflexivas. Nesses casos, temos o básico com “cube maps”, que é a reprodução daquilo ao redor, mas ao mover a câmera, tudo desaparece.
Esse jogo conta com poucas configurações gráficas e essas listadas acima são as que mais mudam, seja o desempenho, ou os visuais. Além disso, não existe uma opção de preset, você precisa mudar cada opção manualmente caso queira ver como o jogo se comporta do mínimo ao máximo, algo que você pode conferir no vídeo abaixo.
007 First Light conta com suporte a DLSS 4.5. Isso significa que existe upscaling de alta qualidade e gerador de quadro indo do 2x até o 6x, além do modo dinâmico que ajusta o desempenho conforme seu target de FPS ou a taxa de atualização do seu monitor. Mesmo sem Path Tracing, esse é um jogo pesado e o DLSS ajuda.
Primeiramente, o upscaling. Em 1440p, indo do DLAA ao modo ultra desempenho, a diferença de qualidade visual é mínima e beira o imperceptível, mas o incremento de performance não é tão interessante. Dificilmente você conseguirá extrair mais do que 10 FPS a mais entre um modo e outro, com exceção do ultra desempenho, que eleva de 80 para 100 FPS.
Já o gerador de quadros não me agradou. Quanto maior o modo, mais problemas visuais em certos elementos do cenário, além do HUD, algo pelo qual essa tecnologia é até conhecida. Em meus testes, o modo x2 é o mais aceitável (por algum motivo, o OBS não capturou essas falhas e não consigo mostrá-las). Consegui aproveitar o game com DLAA e frame gen em x2 mantendo taxa de quadros entre 80 e 100 FPS. É preciso otimizações nesse aspecto.
Para mim, 007 First Light precisaria de mais um semana ou duas para passar por um polimento geral. Eu presenciei diversos bugs, muitos não deram tempo de pegar em vídeo. Vi a legenda parando enquanto as falas continuavam, NPC flutuando, assets mais finos tremendo loucamente como se faltasse anti-aliasing, sombras totalmente incorretas em NPCs. Enfim, confira o compilado abaixo.
Mesmo sem Path Tracing, problemas visuais, falta de maior controle gráfico e bugs, a IO Interactive acertou em cheio com o jogo em si. A história é boa, o gameplay é muito satisfatório e os visuais, apesar de tudo, são bons.
007 First Light tem tudo para ser um dos destaques de 2026 e não vejo a hora de jogá-lo novamente com Path Tracing.
Leia a matéria no Canaltech.

