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A Rockstar apresentou nesta quinta-feira (27) o primeiro gameplay completo de GTA 6. Com cerca de 27 minutos, o vídeo traz não só diversas mecânicas e sistemas que vão compor o jogo, como também confirma que o título terá uma pegada muito mais realista do que a vista em Grand Theft Auto 5.
Entre as principais novidades de GTA 6 reveladas no material, os jogadores terão de se preocupar em abastecer os carros, malhar para manter os personagens em forma, comer e beber para preservar a saúde dos protagonistas e, o que mais chamou atenção, vão encontrar bem mais dificuldade para roubar carros do que estávamos acostumados na franquia.
Até então, arrombar um veículo estacionado nas ruas envolvia basicamente quebrar os vidros dele, entrar e sair dirigindo. Em GTA 6, entretanto, roubar um carro vai depender diretamente do tipo de veículo escolhido pelo jogador.
Em carros mais antigos, a fórmula clássica segue valendo: uma cotovelada nos vidros resolve o problema. Só que agora existe um cálculo de risco embutido nessa ação — se o barulho chamar muita atenção dos NPCs ao redor, eles poderão acionar a polícia.
Por isso, para quem prefere uma abordagem mais discreta, a Rockstar incluiu a possibilidade de usar uma gazua (o famoso slim jim, usado por serviços de chaveiro para destravar portas sem quebrar vidro) para abrir a porta sem ser notado. Esse processo envolve um pequeno minigame com o analógico do controle, e, uma vez destravado o carro, ainda é preciso fazer a ligação direta (o clássico hotwire) para ligá-lo.
Já no caso de carros atuais e modelos elétricos — repletos de eletrônica e travas de segurança —, esse trabalho exige mais preparo e passa pelo chamado relay attack, um dispositivo que clona o sinal da chave eletrônica à distância, imitando o comportamento do fob original e permitindo destravar o veículo sem disparar o alarme, replicando na ficção um golpe que já é realidade nas ruas.
A profundidade do sistema não para no ato de arrombar o carro. Alguns veículos vão contar com alarmes e rastreadores próprios, o que aumenta a complexidade de um roubo bem-sucedido, e carros roubados poderão inclusive ser revendidos dentro do jogo, com o estado de conservação do automóvel influenciando diretamente o valor pago por ele.
Dirigir os carros em GTA 6 também promete ser uma experiência bem distinta do que nos acostumamos em GTA 5 nos últimos 13 anos. A Rockstar confirmou que a dirigibilidade dos automóveis está muito mais realista do que antes, com veículos mais pesados e presos ao chão — um contraste direto com a sensação mais arcade da geração anterior.
A empresa também confirmou que não será mais possível desvirar carros capotados simplesmente virando o veículo de volta à posição normal, como acontecia antes: agora, capotar tem consequências reais e mais duradouras dentro da simulação.
Essa camada a mais de realismo se estende aos danos. Um motor avariado passa a prejudicar diretamente a dirigibilidade do carro, enquanto a deformação da lataria em colisões foi ampliada e passou a ser processual, reagindo de forma diferente a cada impacto.

Modificações mecânicas também vão além da estética: elas poderão melhorar características como tração, desempenho off-road ou aptidão para corridas de rua, alterando o comportamento do veículo conforme o terreno de Leonida.
Para dar conta desse nível de detalhe, a Rockstar recorreu a especialistas com experiência real em automobilismo — alguns dos profissionais responsáveis pela dirigibilidade dos carros do jogo são, literalmente, pilotos de corrida.
À medida que os detalhes vão surgindo, fica cada vez mais claro que a Rockstar Games se voltou muito mais para a simulação e o realismo, deixando um pouco de lado os exageros e a experiência arcade do título anterior da franquia.
A própria companhia confirmou que GTA 6 é fortemente inspirado em Red Dead Redemption 2 nesse aspecto, mas que seu nível de realismo fica entre GTA 5 e RDR2 — ou seja, não exagera para nenhum dos dois lados. Apesar disso, a equipe fez questão de reforçar que o objetivo não é transformar o jogo em um simulador engessado: a ideia é que o jogador continue tendo liberdade para agir da forma que quiser, só que agora dentro de um mundo que reage com mais peso e consequência a cada decisão.
Teremos a noção exata de como tudo isso se traduz em cerca de 80 horas de jogo quando Grand Theft Auto 6 for lançado em 19 de novembro de 2026, exclusivamente para PlayStation 5 e Xbox Series X e S. Até lá, cada novo vídeo, entrevista e detalhe divulgado pela Rockstar deve continuar redesenhando as expectativas em torno do que promete ser o lançamento mais ambicioso da franquia.
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