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Os smartwatches prometem acompanhar sua rotina com métricas como passos, distância e calorias, mas será que até mesmo os mais baratos contam direito? Para entender isso na prática, colocamos quatro modelos que custam menos de R$ 1.000 à prova em caminhadas reais para comparar os resultados.
A conclusão já adianta o ponto principal: eles funcionam, mas não são precisos da mesma forma — e isso tem explicação técnica.
A tecnologia por trás dos smartwatches é relativamente simples, pelo menos no conceito. Os dispositivos utilizam um acelerômetro de 3 eixos que detecta movimentos do pulso. A cada padrão de movimento que se parece com uma passada, o sistema registra um passo.
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Alguns modelos combinam isso com:
Essa combinação torna os dados mais confiáveis, mas não elimina totalmente as variações.

Durante caminhadas contínuas, os modelos registraram os seguintes dados:
À primeira vista, os números já mostram inconsistência: o Amazfit, por exemplo, registrou praticamente a mesma quantidade de passos em quase o dobro do tempo do Redmi. Já o Realme apresentou um número muito acima do esperado.
A resposta está em três fatores principais:
Todos esses relógios usam acelerômetros para detectar o movimento do braço, mas a qualidade do sensor varia. Modelos mais caros tendem a usar sensores mais precisos e calibrados.
O sensor capta movimento, mas quem decide o que é “um passo” é o software. É aqui que surgem grandes diferenças. A precisão depende diretamente do algoritmo que interpreta os dados do acelerômetro.
Movimentos do braço, postura e até velocidade da caminhada influenciam. A contagem de passos pode variar conforme ritmo e características individuais. Isso significa que dois relógios podem medir o mesmo movimento de formas completamente diferentes.

Sim, mas com ressalvas. Smartwatches modernos são considerados bons o suficiente para uso cotidiano, entregando resultados próximos da realidade na maioria dos casos. No entanto, eles funcionam mais como referência do que como medição exata.
Na prática, para saber se você está mais ativo, funciona bem; já para medir passos exatos ou comparar seus dados com quem tem aparelhos de outras marcas, pode haver erros.
Entre os testados, os modelos da Xiaomi e Honor apresentaram resultados mais equilibrados dentro do tempo de uso.
Já o Realme superestimou os passos, enquanto o Amazfit mostrou uma contagem mais conservadora. Isso não significa que um é “ruim” e outro “bom”, apenas que cada um interpreta os movimentos de forma diferente.
Relógios baratos conseguem medir passos, mas com margem de erro variável. A tecnologia é eficiente para acompanhar hábitos e incentivar atividade física, mas não substitui medições profissionais.
O mais importante não é o número exato na tela e sim a consistência ao longo do tempo. Se o relógio acompanha sua evolução, ele já está cumprindo bem seu papel.
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