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Uma das perguntas mais comuns entre os interessados em “se converter” para o mundo da mobilidade elétrica envolve o impacto na conta de energia. Afinal, quanto custa carregar um carro elétrico em casa e qual é o aumento real na fatura mensal?
A boa notícia é que, na maioria dos casos, o gasto é menor do que muitos consumidores imaginam. Dependendo do modelo e da quilometragem percorrida, o custo por quilômetro pode ser significativamente inferior ao de um veículo movido a gasolina ou etanol.
Para entender melhor essa diferença, é possível utilizar como referência dois dos elétricos mais vendidos do mercado brasileiro: o BYD Dolphin Mini e o Chevrolet Spark EUV. Ambos foram desenvolvidos para uso urbano e possuem baterias relativamente compactas, o que ajuda a reduzir o custo das recargas.
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O BYD Dolphin Mini possui bateria com capacidade de aproximadamente 38 kWh. Considerando uma tarifa residencial média de R$ 0,90 por kWh, uma carga completa custaria cerca de R$ 34. Em condições ideais, essa carga pode proporcionar mais de 250 quilômetros de uso urbano.

Isso significa que um motorista que percorre cerca de 1.000 quilômetros por mês gastaria aproximadamente R$ 135 em energia elétrica. Em comparação com um carro a combustão que faça 12 km/l, o gasto mensal pode ser menos da metade do valor desembolsado em combustível.
O Chevrolet Spark EUV utiliza uma bateria de cerca de 42 kWh. Com a mesma tarifa média residencial, uma recarga completa teria custo próximo de R$ 38. Dependendo das condições de uso, a autonomia pode superar os 300 quilômetros por carga.

Para quem roda aproximadamente 1.000 quilômetros por mês, o gasto estimado ficaria em torno de R$ 125 a R$ 140 mensais. Os valores podem variar conforme o perfil de condução, a temperatura ambiente e a tarifa de energia praticada pela distribuidora local.
E o que dizer sobre o carregamento em postos especializados de recarga? Será que carregar em casa continua mais barato? Na maioria dos casos, sim. O carregamento residencial costuma oferecer o menor custo por quilômetro rodado, especialmente quando realizado durante horários de menor demanda energética ou em residências equipadas com sistemas de geração solar.

Já os eletropostos rápidos oferecem conveniência e menor tempo de recarga, mas normalmente cobram tarifas mais elevadas. Por isso, muitos proprietários utilizam a recarga doméstica como principal fonte de energia e deixam os carregadores públicos para viagens e situações específicas.
Para quem roda frequentemente em áreas urbanas, a economia com energia costuma ser um dos principais argumentos a favor dos carros elétricos. Além do menor custo por quilômetro, esses veículos também apresentam menos itens sujeitos a desgaste em comparação com os modelos a combustão.

Embora o investimento inicial ainda seja superior em muitos casos, os gastos reduzidos com abastecimento e manutenção ajudam a compensar parte dessa diferença ao longo dos anos. Por isso, entender o impacto real na conta de luz é um passo importante para avaliar se a eletrificação faz sentido para o seu perfil de uso.
Que tal aproveitar que estamos falando sobre custos com recarga de carros elétricos para entender também um pouco mais sobre autonomia? Afinal de contas, por que o Inmetro indica menos que o real?
Leia a matéria no Canaltech.

