Preview Control Resonant | Hack ‘n’ slash mostra evolução da Remedy

Preview Control Resonant | Hack ‘n’ slash mostra evolução da Remedy – Canaltech

Testamos de forma antecipada o novo Control Resonant, projeto da Remedy Entertainment que promete elevar ainda mais o patamar de suas franquias. Agora mais próximo de um jogo de ação, o título tem como principal objetivo mostrar o “outro lado da moeda”: Dylan, irmão de Jesse — protagonista do primeiro jogo.

Mesmo em poucas horas, tivemos a oportunidade de ver uma grande parte de como o estúdio deseja entregar a aventura aos fãs de seu universo e, pela primeira vez desde o início do desenvolvimento, o teste foi realizado com as versões de PC (porém, com o uso de controle DualSense).

Com isso em mente, afirmo que fazia muito tempo que não me divertia com um game como Control Resonant. Ouso dizer que, desde Devil May Cry 5, não via mecânicas de hack ‘n’ slash e exploração serem tão bem utilizadas. Mesmo que o projeto não esteja finalizado, ao menos ele expressa um grandíssimo potencial.


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A ação de Control Resonant

Ainda que o estúdio identifique a experiência como ação e aventura, elementos de hack ‘n’ slash existem aos montes. A horda de inimigos, os combos, a forma como você pode mudar de armas conforme aperta os botões e o ritmo que toda a ação desenrola na tela. Só faltou aparecer um “SSS+” na tela ao fim de cada luta.

Imagem de Control Resonant
A cada abate em Control Resonant, esperei por uma nota aparecer como em Devil May Cry (Imagem: Captura de Tela/Diego Corumba)

Basicamente todo o modo que Dylan batalha é personalizado de forma que te atenda melhor. Há um espaço, que podia ser visitado a qualquer momento durante o teste, em que você configura a arma leve, arma pesada, defesas, habilidades especiais e tudo mais que encontra em Control Resonant.

Este “espaço mental” é muito similar ao de Saga Anderson, de Alan Wake II, inclusive. Contudo, ao invés de estudar e analisar os fatos, serve para aprimorar ainda mais o protagonista da aventura — com espaço até para testá-las em ação sem penalidades no gameplay. 

Os chefões brilham demais

Na oportunidade, pudemos enfrentar dois chefões de Control Resonant — com propostas diferentes. O primeiro te encara dentro de uma praça aberta, o que mostra como você pode reagir quando não se tem espaço nenhum para se esconder. Isso, obviamente, ressalta sua capacidade de desviar e contra-atacar.

Já o segundo te confronta em uma área mais ampla, com prédios e espaços para cobertura. No entanto, a arena está lotada de inimigos e você precisa se preocupar com tudo simultaneamente. Ambos trazem um excelente desafio e dão a sensação que encara uma aventura épica, ao seu próprio modo.

Algo bacana disso tudo é que pudemos testar três trechos inteiros: o início da aventura, com as primeiras horas do título; uma fase mais avançada dentro da cidade de Nova York tomada por criaturas e monstros e, por fim, uma área subterrânea totalmente corrompida pelas anormalidades. 

Imagem de Control Resonant
Um dos chefões do trailer também é o primeiro que você encara no game (Imagem: Captura de Tela/Diego Corumba)

O primeiro confronto ocorre já no começo, após você ter uma noção completa dos comandos e ação com Dylan. Já o segundo acontece apenas no fim do estágio mais adiante de Control Resonant — o qual os desenvolvedores revelaram que encontraríamos em cerca de 4 a 5 horas de gameplay.

Se as batalhas contra oponentes menores, como figuras vampirescas e demônios já agradam bastante, assim como o tão temido ônibus corrompido, os chefões elevam bastante o patamar e oferecem um desafio e tanto. Seja de resistência, de movimentações ou de inteligência, terá um equilíbrio de dificuldade com a sua habilidade.

Cuidado sob controle

Mesmo sem recursos como o path tracing e outros ajustes gráficos, Control Resonant já impressiona. O estilo artístico da Remedy Entertainment brilhou ali, com prédios “dobrados”, subterrâneo cheio de nuances visuais e elementos que formam padrões ao redor de toda a cidade. Você com certeza vai parar em um momento ou outro para admirar os cenários.

A decisão de contrastar a horda de monstros, com seus ataques geralmente de cor vermelha, em meio a uma cidade escura e cheia de corrupção, me soou como um acerto e tanto. É como se me dissesse que a única coisa colorida que saía daquele ambiente “morto” não traria esperança, mas sim morte. O impacto visual é notório. 

Em alguns trechos, em particular, também notei um grande cuidado com o modo que nós e Dylan enxergaríamos todo esse universo. Control Resonant faz um excelente trabalho em mostrar que nada daquilo é “estranho” para o personagem, enquanto para nós são momentos impressionantes.

Como dito, testamos o game no PC que seguia com algumas configurações já pré-estabelecidas. Não tinha path tracing ainda, mas seguia em 4K, ray tracing acionado e a tecnologia DLSS no modo performance — o que se mostrou algo já incrível, mesmo distante do lançamento.

Imagem de Control Resonant
Control Resonant é um verdadeiro espetáculo visual, mesmo ainda sem path tracing (Imagem: Captura de Tela/Diego Corumba)

Não é para menos, o computador estava equipado com uma placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 5090 Founders Edition. Não foi comentado sobre o que GPUs de menor poder, como as RTX 30 e 40, mostrarão daquilo que vimos no teste, mas apontam a recomendação de uma RTX 3070 e Radeon RX 6700 XT em diante. 

Por fim, o estúdio nos permitiu jogar uma build legendada e a tradução está em um nível muito similar ao que foi encontrado em Alan Wake II e Control. Isso ajudou a ressaltar o carisma de Dylan, que é um “peixe fora d’água” no mundo real. No lançamento, ele terá dublagem também em PT-BR.

Foco em opções

A proposta de Control Resonant é trazer ainda mais opções do que qualquer game da Remedy. Não digo apenas do modo como você configura a sua árvore de habilidades ou equipa as técnicas especiais, mas também dos modos distintos de se derrubar um inimigo, limpar áreas e completar suas missões.

Não que existam múltiplas opções, já que no fim a tarefa é a mesma: derrubar tudo enquanto perde a menor quantia de HP possível no processo. Porém, com o ambiente aberto e cenários corrompidos, tudo isso ganha camadas extras. A forma como usa o cenário e recupera sua saúde com a energia deixada pelos oponentes são partes essenciais do gameplay.

Toda a liberdade me surpreendeu bastante e mostrou que a Remedy não está de brincadeira com o novo projeto. Se Quantum Break e Control foram disruptivos, enquanto Alan Wake II teve um visual que encantou milhões ao redor do mundo, Control Resonant mostrou em poucas horas que tem capacidade e potencial de entregar as duas características em um game só.

Uma das maiores promessas de 2026

Claro que nunca se pode cravar nada sem ver o resultado final de uma experiência, mas o teste conseguiu me convencer de que o estúdio joga a sério com o novo lançamento. Eles sabem que vão encarar Marvel’s Wolverine e Onimusha: Way of the Sword no mês de setembro, então trazem algo de um impacto equivalente.

Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)
Control Resonant
Imagem do preview de Control Resonant (Captura de Tela/Diego Corumba)

O resultado deste embate é incerto, mas que Control Resonant tem um grande potencial de atropelar os dois é inegável. Mecânicas de combate divertidas, gráficos de ponta, protagonista carismático e uma cidade inteira à beira de um colapso paranormal é uma boa mistura de ingredientes, diga-se de passagem.

Se você curte títulos como Devil May Cry V e os God of War clássicos, é nesta experiência que deve ficar de olho. A Remedy Entertainment pode não ser conhecida por vender milhões de unidades e ser extremamente popular, mas vale lembrar que todos os seus últimos games lançados são de uma qualidade ímpar. Alan Wake II, inclusive, concorreu ao Jogo do Ano em 2023.

O fim do ano pode estar apertadíssimo por conta do lançamento de GTA 6, mas se vai apostar suas fichas em outro game, eu recomendo que pense com carinho em Control Resonant. Tudo o que mostraram, tanto em vídeos quanto em testes, mostram que eles buscam o seu “arrasa-quarteirões”. O coelho na cartola da desenvolvedora chegará ao PS5, XBOX Series e PCs em 24 de setembro de 2026. 

Vale notar que, além da data de lançamento, a Remedy lançará Control Resonant com preço baratíssimo. Aproveite!

Leia a matéria no Canaltech.

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