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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue numericamente atrás na avaliação do eleitorado nacional. Segundo levantamento da Indexa Pesquisas divulgado nesta terça-feira (27), 50% desaprovam a maneira de administrar do petista, enquanto 46% aprovam sua gestão.
A desaprovação aparece à frente em regiões estratégicas do país, como Sul (53% a 42%), Centro-Oeste (56% a 41%) e Norte (50% a 47%). No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, o cenário é de empate no limite da margem de erro: 49% desaprovam e 47% aprovam o governo. Já no Nordeste, principal reduto eleitoral de Lula, há empate técnico, com 49% de aprovação e 48% de desaprovação.
Os dados também evidenciam a forte cristalização das preferências no eleitorado. Entre os entrevistados que votaram em Lula em 2022, a aprovação do governo chega a 80%. Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), a desaprovação alcança 83%. No eleitorado de centro, o quadro é mais equilibrado: 49% aprovam e 44% desaprovam a gestão, indicando que o governo ainda disputa espaço junto ao eleitor moderado.
No recorte demográfico, Lula apresenta desempenho melhor entre mulheres, católicos, eleitores com menor escolaridade e pessoas mais velhas. Entre as mulheres, a aprovação chega a 53%, contra 44% de desaprovação. Já entre os evangélicos, o cenário é mais desfavorável ao presidente: 62% desaprovam o governo, enquanto 34% aprovam. O petista também enfrenta maior resistência entre eleitores de renda intermediária e entre os que possuem ensino médio completo.
No conjunto, os dados da pesquisa indicam que, apesar do ambiente mais adverso na avaliação do governo, Lula continua competitivo eleitoralmente. Em outro outro bloco, a pesquisa indica vantagem do presidente em cenários de segundo turno entre grupos importantes do eleitorado, sugerindo que a oposição ainda não conseguiu consolidar um nome capaz de capitalizar plenamente o desgaste da gestão.
O estudo foi realizado entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, por meio de entrevistas telefônicas com 2 mil eleitores distribuídos proporcionalmente em todo o país. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada em 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02154/2026.