Já se passaram 340 anos desde que Newton e os cientistas ainda não resolveram o segredo da gravidade

Comemorando seu 340º aniversário este ano, a constante gravitacional é a constante fundamental mais antiga da física. “Grande G“como é carinhosamente conhecido, foi colocado pela primeira vez no cerne da lei da gravitação universal de Newton durante sua formulação em 1686 e publicado formalmente um ano depois como uma estimativa ainda a ser medida no livro de Newton Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica. Mas depois de todos estes séculos, o Big G ainda é ironicamente a constante fundamental com o valor menos restrito.

Atualmente, os cientistas estimam uma gama de valores alcançados para o Grande G, o que significa que não podemos ter certeza absoluta se temos uma boa compreensão da gravidade ou se há algo faltando na nossa formulação. Esta é uma situação que Stephan Schlamminger, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), passou os últimos dez anos a tentar resolver, um esforço que terminou com a abertura de um envelope contendo uma resposta desconhecida, uma situação mais normalmente associada ao Oscar ou a alguma outra cerimónia de entrega de prémios chamativa do que a uma experiência de física.

Neste caso, porém, o drama é justificado; O Big G é tão onipresente nas equações que usamos para descrever o universo que a incerteza em seu valor é um tanto desconfortável para os cientistas, especialmente para os metrologistas (nada a ver com o clima, mas os cientistas que estudam medição) como Schlamminger.

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