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A taxa de resolução automática de atendimentos ao consumidor saiu de uma média histórica de 20% para algo entre 80% e 90% em empresas que adotaram agentes de inteligência artificial generativa. A avaliação é de William Colen, diretor de inteligência artificial da Blip, plataforma de comunicação conversacional, em entrevista ao Podcast Canaltech nesta nesta terça-feira (16).
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Segundo Colen, os chatbots já conseguiam integrar sistemas internos das empresas a conversas com clientes antes do avanço da IA generativa, mas de forma mecânica e limitada. A diferença atual está nos agentes de IA, descritos pelo executivo como mais resilientes e capazes de interpretar pedidos menos diretos, com maior empatia na linguagem.
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Um levantamento do MIT divulgado em 2025, baseado em entrevistas com 150 executivos e na análise de 300 implementações corporativas, mostrou que 95% dos projetos de IA generativa não geram retorno financeiro relevante. O principal entrave identificado pela pesquisa estava na integração com os processos internos das empresas.
Colen relaciona esse cenário à forma como os projetos são conduzidos. “A tecnologia vem depois da necessidade de negócio”, afirma o executivo, que defende a definição de objetivos e indicadores antes da escolha da ferramenta.
Outro ponto citado por ele é a adoção incremental: testes que funcionam em ambiente controlado, mas não evoluem para a operação real, tendem a travar. Para Colen, o caminho é começar com um grupo específico de consumidores, coletar retorno e ampliar gradualmente.
Colen citou o caso de uma empresa do setor de educação que apostou quase integralmente em IA generativa para uma campanha de matrículas. Segundo ele, o investimento por aluno aumentou em até dez vezes em relação ao modelo anterior, mas o retorno multiplicou em proporção maior. “Essa conta que é necessário a gente fechar”, resume o executivo.
Sobre a redução do atendimento humano, Colen afirma que o objetivo não é necessariamente substituir pessoas. “O que eu mais quero, como consumidor, é ter o meu problema resolvido, não importa por quem”, diz. Na prática, segundo ele, a automação concentra nos times humanos os casos que exigem atendimento individualizado.
Colen aposta no varejo como um dos setores mais afetados no curto prazo, com agentes de IA capazes de sugerir produtos a partir de descrições informais do consumidor — sem que ele precise saber o nome técnico do item. No longo prazo, o executivo citou a educação como área de maior transformação, não pela captação de alunos, mas pelo próprio método de ensino.
Para empresas que ainda não sabem por onde começar, a recomendação de Colen é dar acesso a ferramentas de IA às equipes e investir em capacitação básica sobre riscos e limitações da tecnologia.
Leia a matéria no Canaltech.
