IA invisível: Google explica como a tecnologia muda empresas sem ser percebida

IA invisível: Google explica como a tecnologia muda empresas sem ser percebida – Canaltech

Quando uma ferramenta tecnológica se torna tão integrada ao dia a dia que passa despercebida, ela atingiu o que Ricardo de Almeida, especialista em Inteligência Artificial do Google Cloud, chama de invisibilidade. O conceito foi o centro de seu painel na Gramado Summit 2026 e o ponto de partida da conversa no Podcast Canaltech desta segunda-feira (18).

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Para Almeida, a virada ocorre quando as áreas de negócio, e não mais as equipes de TI, passam a criar e usar agentes autônomos para automatizar tarefas rotineiras. “O usuário final está criando isso. Não é mais algo da área de tecnologia“, diz.


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O próximo passo, segundo ele, são times de agentes especializados trabalhando em conjunto para processos mais complexos.

Esse movimento avança em paralelo à hiperpersonalização. No varejo, a tendência já tem resultados mensuráveis: Almeida cita o caso das Casas Bahia, que registrou aumento de 60% no fechamento de vendas ao usar IA para adaptar imagens de produtos a contextos mais relevantes para o consumidor.

A expectativa é que empresas com atuação nacional consigam produzir peças de marketing regionalizadas por estado, e, no futuro, por cidade ou microrregião, com velocidade industrial.

IA na saúde: do mapeamento de proteínas à simulação de testes clínicos

Na área da saúde, os casos são mais estruturais. O AlphaFold, desenvolvido pelo Google DeepMind, mapeou mais de 200 milhões de estruturas de proteínas em acesso aberto, base que acelerou pesquisas de medicamentos e o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19.

Já o MedGemma, conjunto de modelos lançado pelo Google em 2025, é voltado para análise de imagens clínicas e geração de laudos, disponível para startups e pesquisadores.

“São ferramentas que vêm para ajudar [o profissional de saúde] a dar mais foco no paciente do que ele consegue hoje”, afirma Almeida.

No campo corporativo, o especialista defende que a automação tem um limite necessário: a responsabilidade pelo resultado final permanece humana. “A gente não pode delegar para a inteligência artificial a culpa pelo resultado daquilo que a gente faz”, pondera. O papel da IA, nesse cenário, é desonerar as pessoas das tarefas de busca e organização de informações para que possam se concentrar em análise e decisão.

No ecossistema de startups, o Google tem expandido sua presença além do eixo Rio-São Paulo. O programa Google for Startups Pop-up passou por Porto Alegre em março e tem paradas confirmadas em Belo Horizonte (junho), Florianópolis (agosto) e Belém ao longo de 2026.

“O Brasil vive num país com uma série de desafios a serem resolvidos e a inteligência artificial pode ser parte dessa solução”, diz Almeida.

Leia a matéria no Canaltech.

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