Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Quando uma ferramenta tecnológica se torna tão integrada ao dia a dia que passa despercebida, ela atingiu o que Ricardo de Almeida, especialista em Inteligência Artificial do Google Cloud, chama de invisibilidade. O conceito foi o centro de seu painel na Gramado Summit 2026 e o ponto de partida da conversa no Podcast Canaltech desta segunda-feira (18).
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify
🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts
Para Almeida, a virada ocorre quando as áreas de negócio, e não mais as equipes de TI, passam a criar e usar agentes autônomos para automatizar tarefas rotineiras. “O usuário final está criando isso. Não é mais algo da área de tecnologia“, diz.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
O próximo passo, segundo ele, são times de agentes especializados trabalhando em conjunto para processos mais complexos.
Esse movimento avança em paralelo à hiperpersonalização. No varejo, a tendência já tem resultados mensuráveis: Almeida cita o caso das Casas Bahia, que registrou aumento de 60% no fechamento de vendas ao usar IA para adaptar imagens de produtos a contextos mais relevantes para o consumidor.
A expectativa é que empresas com atuação nacional consigam produzir peças de marketing regionalizadas por estado, e, no futuro, por cidade ou microrregião, com velocidade industrial.
Na área da saúde, os casos são mais estruturais. O AlphaFold, desenvolvido pelo Google DeepMind, mapeou mais de 200 milhões de estruturas de proteínas em acesso aberto, base que acelerou pesquisas de medicamentos e o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19.
Já o MedGemma, conjunto de modelos lançado pelo Google em 2025, é voltado para análise de imagens clínicas e geração de laudos, disponível para startups e pesquisadores.
“São ferramentas que vêm para ajudar [o profissional de saúde] a dar mais foco no paciente do que ele consegue hoje”, afirma Almeida.
No campo corporativo, o especialista defende que a automação tem um limite necessário: a responsabilidade pelo resultado final permanece humana. “A gente não pode delegar para a inteligência artificial a culpa pelo resultado daquilo que a gente faz”, pondera. O papel da IA, nesse cenário, é desonerar as pessoas das tarefas de busca e organização de informações para que possam se concentrar em análise e decisão.
No ecossistema de startups, o Google tem expandido sua presença além do eixo Rio-São Paulo. O programa Google for Startups Pop-up passou por Porto Alegre em março e tem paradas confirmadas em Belo Horizonte (junho), Florianópolis (agosto) e Belém ao longo de 2026.
“O Brasil vive num país com uma série de desafios a serem resolvidos e a inteligência artificial pode ser parte dessa solução”, diz Almeida.
Leia a matéria no Canaltech.

