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O POCO X7 Pro e o Motorola Edge 60 Pro chegaram ao mercado como intermediários premium que flertam com especificações de topo de linha. Ambos oferecem construção robusta, bateria generosa e chipsets potentes, mas com diferenças importantes em câmeras, autonomia e experiência de software.
Neste comparativo, analisamos os dois aparelhos para entender qual entrega melhor custo-benefício.
Em construção, os dois aparelhos são similares, com Gorilla Glass 7i para proteger a tela, molduras de plástico e traseira de polímero de silicone que imita couro, material que oferece boa pegada e resistência a impressões digitais.
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A proteção contra elementos externos também é equivalente, com certificações IP68 e IP69 nos dois casos. O Motorola Edge 60 Pro, no entanto, vai além ao incluir padrão militar MIL-STD-810H, que garante maior resistência a quedas, vibrações e condições extremas.
Visualmente, cada marca seguiu sua identidade. O POCO X7 Pro tem design mais extravagante com cores chamativas em dois tons que chamam atenção.
O Motorola mantém a linguagem visual da marca, com módulo quadrado no canto superior esquerdo que abriga três câmeras e flash, também formando um quadrado harmonioso.
Nas telas, cada fabricante fez suas escolhas técnicas. O POCO traz suporte para Dolby Vision, que melhora a experiência em streaming de conteúdo compatível. O Motorola foca em brilho superior com 4.500 nits contra 3.200 nits do POCO, diferença perceptível sob luz solar intensa.
O tamanho dos displays é praticamente igual: 6,7 polegadas no Moto e 6,67 polegadas no POCO.
O Motorola Edge 60 Pro é equipado com MediaTek Dimensity 8350 Extreme, enquanto o POCO X7 Pro conta com Dimensity 8400 Ultra. Ambos são chipsets potentes que colocam os aparelhos em território de flagship.
Em memória, o POCO oferece versão única com 512 GB de armazenamento e 12 GB de RAM. O Motorola também traz 12 GB de RAM, mas com opções de 256 GB e 512 GB de armazenamento interno.

Na prática, o desempenho cotidiano é bem parecido. Ambos rodam jogos pesados, executam multitarefas sem engasgos e lidam com aplicativos exigentes sem problemas. As diferenças entre os chipsets são sutis demais para impactar o uso diário.
Os benchmarks, porém, mostram superioridade do POCO. O Motorola Edge 60 Pro alcançou 1.665.678 pontos no AnTuTu, enquanto o POCO marcou impressionantes 1.929.056.
É uma diferença significativa no papel, mas que só se traduzirá na prática com o passar dos anos, com promessa de mais longevidade de performance do celular da Xiaomi.
Uma diferença importante está no software. O sistema do POCO vem repleto de bloatware, que são aplicativos pré-instalados desnecessários, com interface HyperOS bastante personalizada. O Motorola oferece Android mais limpo, próximo do puro, sem apps que só ocupam espaço.

Ambos contam com bateria de silício carbono com capacidade de 6.000 mAh. Essa tecnologia permite maior densidade energética em espaço reduzido, além de carregamento mais rápido e maior longevidade ao longo dos anos comparado às baterias convencionais de íons de lítio.
Na prática, o POCO se mostra mais otimizado para segurar a carga. No teste padrão do Canaltech, ele consumiu apenas 18% da bateria contra 27% do Motorola Edge 60 Pro. Isso resulta em estimativa de duração de 33 horas para o POCO e 22 horas para o Motorola.
Essa diferença é considerável e coloca o POCO como melhor opção para quem passa muito tempo longe das tomadas ou faz uso intenso do aparelho ao longo do dia.

O Motorola leva clara vantagem no departamento fotográfico, tanto pela qualidade superior da câmera principal quanto pela versatilidade do conjunto.
O POCO X7 Pro tem apenas duas câmeras traseiras: principal de 50 MP e ultrawide de 8 MP, além de frontal de 20 MP. É uma configuração que atende o básico, mas deixa a desejar em versatilidade.
O Motorola Edge 60 Pro oferece trio traseiro completo: principal de 50 MP, ultrawide de 50 MP que também funciona como macro e telefoto de 10 MP. A câmera frontal tem resolução superior, de 50 MP.
Essa diferença se traduz em mais possibilidades fotográficas. A ultrawide de alta resolução captura paisagens com muito mais detalhes, o modo macro permite fotos aproximadas de qualidade e a telefoto garante zoom óptico sem perda de qualidade. Para quem gosta de fotografia ou cria conteúdo, o Motorola é claramente superior.
O POCO X7 Pro se destaca pela autonomia excepcional e performance bruta em benchmarks — que não se traduz tanto em performance no dia-a-dia, por enquanto. É a escolha ideal para quem prioriza bateria que dura dias e não se importa com sistema carregado de apps pré-instalados.
O Motorola Edge 60 Pro, por outro lado, oferece experiência mais equilibrada com câmeras versáteis, sistema limpo e resistência militar adicional. Funciona melhor para quem valoriza fotografia, prefere interface mais próxima do Android puro e não quer aplicativos desnecessários.
O preço também é bem impactante, e mesmo a versão mais cara do Motorola é bem mais acessível do que a opção única do POCO X7 Pro. Para quem não faz questão de tanto armazenamento, há ainda uma alternativa com 256 GB que custa quase a metade do celular da Xiaomi.
Confira o preço de cada modelo:
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