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A inteligência artificial (IA) tornou os golpes digitais mais convincentes. Os criminosos usam as capacidades da IA de imitar vozes, criar vídeos falsos e produzir mensagens que reproduzem um estilo de escrita para fingir ser parente, colega de trabalho ou representante de empresas conhecidas.
As fraudes podem aparecer em ligações, mensagens do WhatsApp, e-mails, redes sociais e lojas virtuais. Em alguns casos, os golpistas usam fotos e informações públicas para dar credibilidade à abordagem. Em outros, criam documentos falsos ou páginas que imitam serviços legítimos para roubar dados pessoais e financeiros.
Como os conteúdos gerados por IA estão cada vez mais realistas, nem sempre é possível identificar uma fraude apenas pela aparência ou pela qualidade da mensagem. A melhor forma de se proteger é desconfiar de pedidos inesperados, confirmar informações por outros canais e evitar decisões tomadas sob pressão.

A seguir, confira:
Como se proteger de golpes que usam IA?
O que fazer se cair em um golpe?
Quais são os golpes mais comuns com IA?
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Golpes online ganham força em períodos de grande volume de compras, com lojas falsas e promoções fraudulentas circulando em links e anúncios. A NordVPN ajuda a bloquear sites maliciosos e a prevenir golpes, e na campanha de Black Friday e Cyber Monday o plano de 2 anos tem até 75% de desconto + 3 meses extras, a R$ 10,90/mês. |
A melhor forma de se proteger de golpes com inteligência artificial é verificar as informações antes de agir. Veja algumas dicas a seguir!
Caso alguém peça dinheiro, senhas, códigos de acessos ou dados pessoais, é indicado interromper a conversa e confirmar a solicitação por outro meio de comunicação. Mesmo que o rosto e a voz pareçam legítimos, eles podem ser criados com IA usando características de familiares ou conhecidos.
Você pode ligar para o número que está salvo na sua agenda ou entrar em contato com a instituição financeira por um canal oficial antes de enviar qualquer dado ou valor. Se for algo relacionado ao trabalho, procure os meios de comunicação oficiais da empresa para confirmar a solicitação.
O apelo emocional é uma das estratégias mais usadas em golpes digitais. Para isso, os criminosos podem dizer que um parente está em perigo, que uma conta será bloqueada ou que uma oferta está prestes a acabar.
Por isso, desconfie quando os pedidos são imediatos, sem dar tempo para pensar sobre o assunto. Se alguém disser que um familiar está em perigo, tente ligar para a pessoa pelo número salvo no celular ou entre em contato com alguém próximo para confirmar a situação antes de tomar qualquer decisão.
Em chamadas de vídeo, também dá para observar possíveis falhas na sincronia entre a fala e os movimentos da boca, borrões e mudanças estranhas no rosto. Esses sinais podem indicar manipulação, mas a ausência deles não garante que o vídeo seja verdadeiro.

Antes de clicar em um link, confirme o endereço do site. Muitas páginas falsas imitam os sites oficiais, mas precisam alterar a URL. Por isso, dê uma olhada se o site tem alguma mudança na forma de escrever o nome da empresa, se falta alguma letra ou tem letras a mais. Se desconfiar, busque a URL em outros canais de comunicação da empresa oficial.
Caso você perceba que um link é falso após clicar nele, evite fazer cadastros com seus dados pessoais e financeiros.
Se a loja não for conhecida, pesquise a reputação dela no Reclame Aqui e comentários de outros usuários que já fizeram cadastro e pagamentos na plataforma. Tenha cuidado sempre que os valores estiverem muito abaixo do mercado. Em serviços que intermediam a conexão entre o comprador e o vendedor, suspeite de pedidos para finalizar a negociação fora da plataforma.
Não adianta apenas se proteger após cair em um golpe. Dá para prevenir o acesso a suas redes sociais, e-mails e serviços financeiros com a autenticação em dois fatores. Ela adiciona uma etapa de verificação a mais para realizar o login. Assim, mesmo que a pessoa tenha sua senha, ela não consegue entrar.
Antes de publicar algo nas redes sociais, verifique se contém alguma informação que seja sensível ou pessoal demais, pois elas podem ser usadas para personalizar abordagens e tornar os golpes mais convincentes.
Na hora de cadastrar senhas, sempre use uma credencial diferente para cada serviço. Para facilitar, você pode utilizar um gerenciador de senhas. Além disso, mantenha backups salvos na nuvem para caso precise recuperar informações após um ataque ou golpe.

Se alguém pedir fotos dos seus documentos, avalie se o envio é realmente necessário para acessar o serviço e confirme a identidade de quem fez a solicitação. Esses dados podem ser usados para criar perfis falsos e elaborar mensagens fraudulentas mais convincentes.
Também desconfie de serviços que pedem fotos, vídeos ou gravações de voz sem explicar a finalidade do material. Esses arquivos podem conter informações que criminosos tentam usar em fraudes de identidade.
Se você fez uma transferência via Pix para um golpista, entre em contato com o banco imediatamente por um canal oficial. Solicite a contestação da transação e o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento que pode ajudar a recuperar valores em casos de fraude. A devolução, porém, não é garantida.
Caso você tenha fornecido senhas ou dados bancários, altere as credenciais e encerre as sessões abertas nos dispositivos. Se tiver compartilhado dados de cartão, bloqueie-o e peça orientações ao banco. Comece pelo e-mail principal, que costuma ser usado para recuperar o acesso a outras contas.
Em casos de extorsão, guarde mensagens, números de telefone, links, comprovantes e outros registros que possam ajudar na investigação. Evite pagar ou negociar com o criminoso e registre um boletim de ocorrência.

A inteligência artificial pode ser usada para criar diferentes tipos de fraude. Entre os golpes mais comuns estão:
Clonagem de voz e vídeos falsos: criminosos imitam a voz e a aparência de pessoas conhecidas para pedir dinheiro, solicitar informações ou simular situações de emergência;
Lojas falsas e sites clonados: páginas fraudulentas reproduzem o visual de lojas e bancos conhecidos para enganar os usuários;
Phishing: mensagens e e-mails falsos usam textos bem escritos para convencer a vítima a clicar em links, fornecer senhas ou compartilhar códigos de acesso;
Golpes de relacionamento: os golpistas usam IA para estabelecer vínculos emocionais antes de pedir dinheiro ou informações pessoais;
Fraudes de identidade: documentos, fotos e vídeos falsos são usados em reconhecimento facial e validação de identidade;
Golpes no ambiente de trabalho: mensagens que imitam ordens de gestores ou executivos podem induzir funcionários a transferir dinheiro, compartilhar arquivos ou fornecer credenciais corporativas;
Anúncios e promoções fraudulentas: imagens de celebridades, depoimentos falsos e anúncios criados com IA divulgam produtos inexistentes, ofertas enganosas e oportunidades suspeitas de investimento.
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