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Um Concorde operado pela Air France caiu em Gonesse, nos arredores de Paris, apenas 1 minuto e 28 segundos após a decolagem em 25 de julho de 2000, matando todas as 113 pessoas a bordo. Passados 25 anos, o ocorrido se tornou um marco na história da aviação, que acelerou o fim das operações comerciais do único avião comercial capaz de alcançar velocidade supersônica.
Jean-Cyril Spinetta, ex-CEO da Air France, descreveu o Concorde como “o mais belo objeto desenhado e construído pelo homem”.
Não é exagero: a aeronave chegava à velocidade do som ao nível do mar e podia completar o trajeto entre Londres e Nova York em apenas três horas e meia — aliás, o trajeto já chegou a ser percorrido no tempo recorde de duas horas e 52 minutos.
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Agora, voltemos ao voo 4590, que partiu do Aeroporto Charles de Gaulle às 16h42 no horário local com destino a Nova York.

Naquele dia, uma lâmina de titânio de 43 cm se soltou de um avião DC-10, da Continental Airlines, e ficou na pista. Quando o pneu do trem principal esquerdo passou pelo objeto, explodiu.
Os destroços foram disparados a quase 500 km/h contra a parte de baixo da asa esquerda do avião, e um deles atingiu e perfurou o tanque de combustível número 5, que estava cheio. Com o impacto, a sobrepressão do componente chegou a 200 bar, sendo suficiente para romper o tanque e levar a um vazamento de combustível.
Com o vazamento em alta pressão somado a faíscas elétricas ou calor dos motores, a combustão foi quase imediata. Os sistemas do Concorde registraram a falha no motor 2º e o controle de tráfego aéreo alertou a tripulação sobre as chamas na asa esquerda. O avião continuou a decolagem com potência reduzida.
O Concorde não atingiu a altitude e velocidade necessárias para o voo e, após 61 segundos, seu motor nº 1 perdeu potência. Com centro de gravidade deslocado, a aeronave não conseguiu manter a sustentação e colidiu com um hotel às 16h43. Além dos passageiros e tripulantes, quatro pessoas em solo morreram.
O relatório final da investigação apontou que o acidente foi resultado de uma série de falhas, a começar pela presença do detrito na pista. O episódio também revelou vulnerabilidades no projeto do Concorde, como a falta de proteção adequada contra rupturas nos tanques de combustível.
Após o acidente, toda a frota foi temporariamente recolhida por um ano. As operações foram retomadas em novembro de 2001, mas o alto custo operacional combinado aos atentados do 11 de setembro, nos Estados Unidos, ajudaram a levar o Concorde à sua aposentadoria definitiva em outubro de 2003.
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