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Um estudo conduzido pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) em parceria com o Corpo de Bombeiros de São Paulo concluiu que os incêndios em carros elétricos têm intensidade semelhante aos de veículos a combustão. O levantamento é o primeiro do tipo no país e envolveu dez automóveis elétricos equipados com diferentes tipos de bateria.
Os testes foram realizados em Franco da Rocha (SP) e apresentados durante o C-Move – Congresso da Mobilidade Verde e Veículos Elétricos, na capital paulista. Segundo a ABVE, o objetivo foi esclarecer dúvidas sobre o comportamento térmico das baterias em situações extremas e avaliar os protocolos de combate ao fogo.
Foram testadas todas as principais composições químicas utilizadas atualmente na indústria, e nenhuma delas apresentou incêndios mais intensos ou perigosos do que os observados em carros movidos a gasolina ou etanol.
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Entre os destaques, a bateria LFP (fosfato de ferro-lítio) — uma das mais estáveis do mercado — resistiu bem à perfuração: houve apenas liberação de fumaça, sem chamas ou explosão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o método de combate às chamas em veículos elétricos é praticamente o mesmo utilizado em carros a combustão. A quantidade média de água usada nos testes ficou entre 3 mil e 5 mil litros, volume equivalente ao de um caminhão de incêndio.
Os resultados também indicaram que a liberação de calor durante o incêndio é comparável entre os dois tipos de veículos — o que derruba a percepção de que carros elétricos seriam mais perigosos em casos de fogo.
A ABVE alerta que o uso de carregadores portáteis conectados diretamente a tomadas residenciais de 220 V não é recomendado. A recarga deve ser feita por meio de wallbox, equipamento fixo que possui sistemas de segurança e controle elétrico adequados.
Quanto à estrutura dos edifícios, o estudo conclui que os riscos de propagação do fogo são equivalentes aos de incêndios envolvendo carros a combustão.

Com base nesses resultados, a ABVE espera que São Paulo seja o primeiro estado brasileiro a regulamentar as normas para instalação de pontos de recarga em garagens residenciais e comerciais.
O processo ainda está em andamento e deve passar por nova audiência pública antes da publicação final das regras.
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