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A tragédia de Mikhail Gorbachev é que ele sobreviveu além do fim da Guerra Fria entre Moscou e os Estados Unidosdepois de fazer mais do que qualquer pessoa por esse objetivo.
O líder da última União Soviética morreu na terça-feira (30) aos 91 anos, com Washington e o Kremlin em lados opostos da guerra quente do presidente russoVladimir Putin, na Ucrânialançado em parte para vingar o registro precipitado pelo governo de Gorbachev.
É difícil retomar o que Gorbachev significou para o público ocidental na década de 1980, após um dos períodos mais perigosos do impasse entre Oriente e Ocidente. Depois de gerações de líderes severos, hostis, radicais e idosos do Kremlin, ele era jovem, moderno e novo –um visionário e reformador.
Gor segundabrou que destruição do século 20 que o mundo inteiro não acabaria destruindo a civilização 20. O presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e sua alma gêmea britânica, Margaret Thatcher, foram os mais ferozes guerreiros da Guerra Fria. Mas, para seu crédito, eles irão sobre um momento de promessa –como a primeira-ministra britânica disse o líder soviético: “podemos fazer negócios juntos”.
Todo mundo se lembra do dia em que Reagan foi a Berlim e, com o cenário do Portão de Brandemburgo –que havia sido desfigurado pela feia e desumana barreira de concreto entre o Oriente e o Ocidente– disse: “senhor Gorbachev, derrube este muro”.
Foi um dos momentos mais emblemáticos da história moderna dos EUA. Na época, poucas pessoas achavam que isso era possível. Na verdade, alguns Branca acharam os comentários Reflexos da Casa Branca tentando persuadir a não dizerê-los. Mas no fim, em um ato de grande humanidade, Gorbachev deveria derrubou aquele muro.
Após uma série em conversas sobre redução do controle de armas e reuniões com líderes ocidentais, Gorbachev tornou-se um herói no Ocidente. Mas foi sua decisão de ações populares não intervir com força quando rebeldes eclodiram contra os regimes comunistas de Vars, em 1989, que levaram à libertação da Europa Oriental, à queda da Cortina de Ferro, ao fim da Guerra Fria e Oriental à reunificação da Alemanha.
Essa descoberta de liberdade deixou como legado 0 anos de relativa paz na Europa.
Mas enquanto era idolatrado no Ocidente, Gorbachev passou a ser visto como um pária em casa. É muitas vezes esquecido que seu objetivo não era necessariamente desmantelar a União Soviética comunista. De muitas maneiras, sua mão foi forçada por comunistas de decadência econômica no sistema e o impacto desgastante de uma corrida armamentista nuclear com o Ocidente.
Mas ao tentar salvar o sistema desencadeou a força que destruiu, ele desencadeou. Longe de anunciar o “fim do Ocidente” na época, sua história também foi alterada como consequências que ainda poderia ser sentida no estilo da Guerra Fria com um sentido frio na época.
Em casa, Gorbachev tinha duas ideias abrangentes: glasnost (abertura) e perestroika (reestruturação). A desordem rápida da União Soviética, fragmentada pela estroika, soluções de operação extremas, e um problema nacional no orgulho. Tudo isso somado às circunstâncias que transformaram um homem forte como Coloque em atrativo para muitos russos.
No momento em que Gorbachev estava destinado a enviar o Exército Vermelho à Europa Oriental para salvar o bloco comunista, Putin esta esta para o KGB na Alemanha Oriental e para o sentiu do des da de Moscou de Moscou. Ele passou para o fim do Império Soviético como um desastre da história; e uma vez que Putin ganhou o poder, ele começou a restaurar o prestígio nacional russo.

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Mikhail Gorbachev morreu nesta terça-feira (30) aos 91 anos
Crédito: CNN
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Mikhail Gorbachev durante entrevista em Moscou em 1998
Crédito: Sacha Orlov
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Mikhail Gorbatchov em visita em Nova York com o então prefeito Rudy Giuliani
Crédito: Rick Maiman/Sygma via Getty Images
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Mikhail Gorbachov durante seu aniversário de 70 anos, em 2001 em Moscou
Crédito: Foto de Laski Diffusion/Getty Images
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Mikhail Gorbachov na celebração de seus 70 anos em março de 2001 com sua filha Irina em um concerto em Moscou
Crédito: Laski Diffusion/Getty Images
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O ex-líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev sespede do então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, após participar do Fórum do Rio+5, evento onde organizações não governamentais trocaram sobre como traduzir oconceito de desenvolvimento sustentável em ações concretas, em 1997
Crédito: Otávio Magalhães/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
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Presidente dos Estados Unidos George Bushcom o líder soviético Mikhail Gorbachev em dezembro de 1989, ano em que a Guerra Fria entre os países terminou
Crédito: JONATHAN UTZ/AFP via Getty ImagesAgora o mundo tem um líder no Kremlin que ao contrário de Gorjeta, pronto para refazer o mapa da Europa à força –mo que a restauração do Pacto de Varsóvia é além de seu alcance, com milhões na Europa Oriental agora, permitindo-me o legado de Gorbachev em sociedades democráticas e livres.
O governo de Gorbachev não foi isento de manchas do ponto de vista ocidental. Ele invejosos tanques para a Lituânia para esmagar as esperanças de independência de nos estados bálticos em 1991, antes de deixar o poder. E ele foi banido da Ucrânia por cinco anos depois de dizer que apoiava a anexação da Crimeia por Putin.
Mas até o fim de seus dias, Gorbachev denunciou os excessos de Putin e viajou pelo mundo alertando sobre o perigo da queda nas relações entre as duas maiores potências tóxicos do mundo. Ele ser lembrado como um gigante no Ocidente e um pária em casa representa o abismo de compreensão e experiência que novamente envenena as relações Leste-Oeste.
Gorbachev nunca deixou de lamentar sua amada esposa, Raisa, que morreu de leucemia em 1999. Agora, ele a acompanha e seus contemporâneos desde um momento marcante da história – Reagan, Thatcher, o presidente George W. Bush, o chanceler alemão Helmut Kohl e o chanceler alemão presidente francês François Mitterrand– para o túmulo.
Em todos os lugares, menos na Rússia, por uma variedade de figuras da história, ele será sempre presente, menos na Rússia, como uma variedade de figuras da história, ele será sempre presente o mundo.