Polícia Militar de São Paulo Demite Soldado “Demolidor” Após Abandono de Posto no Carnaval

A Polícia Militar de São Paulo (PMESP) demitiu nesta quarta-feira (14) o soldado Paulo Rogério da Costa Coutinho, conhecido nas redes sociais como “Demolidor”, após 19 anos de serviço. A decisão foi motivada pelo abandono do posto de serviço durante uma operação de Carnaval em 2022. Na ocasião, o agente teria se ausentado para permanecer em um camarote no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

Segundo publicações do Diário do Estado, a demissão ocorreu por “cometimento de atos atentatórios à Instituição e ao Estado”, configurando transgressão disciplinar de natureza grave, conforme o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar.

Na noite de quinta-feira (15), o agora ex-PM, que possui mais de 145 mil seguidores nas redes sociais, manifestou-se sobre a demissão, alegando ser vítima de injustiça e perseguição por ter “muita personalidade” e lutar por seus direitos, como o de ter tatuagens (principalmente no rosto).

Coutinho contestou o ocorrido no Carnaval de 2022, afirmando que não foi ao camarote para “curtir”, mas sim para usar o banheiro, com autorização, e permaneceu lá por cerca de 1 hora e 40 minutos para interagir com fãs que o reconheceram.

“Não fui lá para ficar curtindo, eu entrei para ir no banheiro que estava autorizado”, declarou Coutinho, refutando as acusações de que teria descumprido uma missão de policiamento preventivo. Ele alega que deu atenção às pessoas que o reconheceram seguindo as diretrizes da PM e que sua breve permanência no camarote para atender aos fãs levou o nome da corporação em evidência.

O ex-soldado também questionou a alegação de que teria entrado no camarote sem autorização, afirmando que tanto o tenente encarregado da operação quanto o sargento tinham conhecimento de sua ida ao banheiro.

Coutinho expressou sua indignação com a decisão, comparando sua situação com a de outros policiais que, segundo ele, cometeram atos mais graves e não foram demitidos. “Eu não roubei, não tomei dinheiro de ninguém, não me envolvi em esquema de propina, não matei colega dentro do quartel, não abusei de criança e eu não tenho mais condição moral de continuar na PM?”, questionou em seu desabafo.

Em sua manifestação, ele afirmou estar “muito triste” e com o “coração destruído” por ter sido desligado da Polícia Militar, instituição que diz amar. Visivelmente abalado, Coutinho mostrou rachaduras em seus dedos, atribuindo o problema ao seu estado emocional.

Ele também relatou que seus pertences da corporação foram entregues em sua casa dentro de um saco de lixo, o que interpretou como um sinal de que a PM o considera “lixo”, mesmo após 19 anos de serviço na instituição.

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