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Os 30 países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assinaram um protocolo de adesão da Finlândia e a Suécia, nesta terça-feira (5), para permitir que os dois países se juntem à aliança militar assim que os parlamentos aliados ratificarem a decisão.
Quando confirmado, será uma expansão mais significativa da Otan nos últimos 30 anos. “Este é realmente um momento histórico”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, ao lado dos ministros das Relações Exteriores dos dois países.
Para o analista de Internacional da CNNLourival Sant’Anna, a adesão das nações nórdicas à aliança deve gerar reação da Rússia e pode impactar a escalada do conflito russo com a Ucrânia.
“A Suécia é um grande fabricante de armas e domina a entrada no Mar Báltico, que banha o enclave russo de Kaliningrado, onde há uma grande frota russa para a região. Já a Finlândia tem cerca de 1.300 milhas de fronteira com a Rússia”, avalia.
“Putin tem duas opções; Ele pode usar isso para escalar o conflito (com a Ucrânia), o que seria suicida. Ou ele ignora isso e propaga a ideia da ameaça do Ocidente e da defesa da Rússia.”

O processo de continuar a adesão à Otan deve levar a cabo um ano de aliança, e deve continuar a apoiar a Ucrânia, principalmente com o envio de armamentos novos. Para Lourival, os militares ucranianos aguardam a chegada de novas armas para territórios hoje dominados pelos russos.
“Putin vai pegar todo o Donbass, até porque a Ucrânia tomou a decisão de recuar, para evitar ‘novos Mariupols’. Em uma nova fase, a Ucrânia retomará a região. O desgaste russo é grande e o tempo está a favor da Ucrânia. O armamento novo deve estar no terreno em agosto, tempo em que a Rússia não tem condições de reportar seu efeito com a mesma qualidade.”
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